Dirigente Sindical do Sindmetal-AM participa de intercâmbio sindical no Combate ao Racismo

image
Metalúrgicos do Brasil e EUA no intercâmbio de combate ao racismo

Nos dias 25 e 26 de abril, metalúrgicos do Brasil e Estados Unidos estiveram reunidos, na sede da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), em São Bernardo do Campo (SP), para discutir os problemas que os metalúrgicos negros dos dois países enfrentam no mercado de trabalho.

Temas como desigualdade salarial, trabalho mais precário e rotatividade fizeram parte da atividade que foi promovida pelo United Steelworkers (USW), que representa mais de 700 mil trabalhadores metalúrgicos do setor siderúrgico nos Estados Unidos e Canadá, com apoio da Secretaria de Igualdade Racial da CNM/CUT.

A dirigente sindical do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), Silene Barroso, representou os trabalhadores negros do Amazonas neste encontro que teve como foco o combate ao racismo para a construção da igualdade racial.

Dirigentes norte-americanos prestam solidariedade à presidenta Dilma

Com cartazes “Stop Coup in Brazil” (Pare o Golpe no Brasil), os dirigentes norte-americanos prestaram solidariedade à presidenta Dilma Rousseff, eleita legitimamente por 54,5 milhões de brasileiros.

image (1)
Norte-americanos e secretária de Igualdade Racial (centro) contra o golpe no Brasil

*Texto produzido com informações da Assessoria de Imprensa da CNM

Greve dos rodoviários será por falta de diálogo com prefeitura

portaldoholanda-679008-imagem-foto-amazonas

O Sindicato dos Rodoviários sinaliza com nova ameaça de paralisação do sistema de transportes coletivos de Manaus, já na próxima terça feira (26). De acordo com o presidente da categoria Givancir de Oliveira, a greve só não acontecerá se o prefeito Arthur Neto (PSDB) voltar a negociar com a categoria, em nome dos empresários.

Os rodoviários alegam que vem insistindo na negociação com o prefeito tucano, mas ele não tem recebido a categoria para conversar e, muito menos tem mostrado interesse em resolver o problema dos trabalhadores do sistema.

O dissídio coletivo dos Rodoviários está à porta, com a decisão de ser inserido na planilha, a insalubridade e a PLR. Essa era uma promessa do prefeito, até o início do ano, mas agora ele se recusa em voltar a negociar com os trabalhadores, motivo que leva a categoria optar pela greve, como último recurso.

Givancir disse que está muito difícil chegar ao gabinete do prefeito. Tem barreiras por todos os lados. “O prefeito Arthur Neto (PSDB), não consegue conversar sequer com o segmento patronal”, lamentou. Na opinião do presidente dos rodoviários, esse ano de 2016 está pior de negociar do que em anos anteriores. “Dessa vez ninguém sentou com o sindicato para definir o dissídio coletivo, os ganhos da data base da categoria, os benefícios prometidos aos trabalhadores”, justificou.

Diante do silêncio sepulcral do prefeito tucano, Givancir acredita que ele tenha dado ordem aos empresários, mas eles não estão obedecendo. A greve pode ser evitada pelo prefeito, só ele pode resolver porque é o prefeito, mas o prefeito desapareceu do cenário da negociação e nem os empresários estão obedecendo o atual chefe do executivo.

Sobre o reajuste das passagens de ônibus de R$ 3,00 para R$ 3,50 suspensa pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), dia 11 de abril, Givancir disse que a decisão, na verdade, seria do prefeito. Os empresários apresentam a planilha e o prefeito defini o aumento. “A palavra final é dele, os empresário não brigam com o prefeito, se ele disser paga, os empresários não vão bater de frente”, explica.

O problema é que o prefeito não vai autorizar aumento antes das eleições, mas se ele se reeleger, uma das primeiras medidas de sua provável gestão, é aumentar as tarifas dos transportes coletivos, até para valores maior do que o que foi autorizado e vetado agora.

Fonte: Correio da Amazônia

A dez dias do fim do prazo, mais da metade dos contribuintes no AM não declarou IR

116811_697x437_crop_57169152deb38A dez dias para o fim do prazo, mais da metade das declarações do Imposto de Renda 2016 aguardadas do Amazonas ainda não foi entregue. Até as 14h desta terça-feira (19), foram entregues 154.199 declarações do Estado, que equivalem a 46,8% das 329 mil esperadas. O prazo para entrega encerra no dia 29 de abril.

O delegado da Receita Federal em Manaus, Leonardo Frota, afirma que “o quantitativo de entrega é menor que o do ano passado, mas não é um atraso preocupante”. A recomendação é que o contribuinte recolha os documentos necessários para realizar a declaração e não corra o risco de verificar a falta de alguma informação na última hora.

Alguns dias após o envio, o Fisco disponibiliza o extrato da declaração no Centro de Atendimento Virtual da Receita Federal (e-CAC), na internet, onde é possível verificar se há algum erro nas informações prestadas. Até o dia 29 de abril, é possível fazer a correção e não cair na malha fina.

Regras

O contribuinte que entregar a declaração após o prazo previsto ou não apresentar fica sujeito ao pagamento de multa, calculada da seguinte forma:

>> Existindo imposto devido, multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, incidente sobre o imposto devido, ainda que integralmente pago, observados os valores mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20% do imposto devido;

>> Inexistindo imposto devido, multa de R$ 165,74.

Quem está obrigado a apresentar a Declaração de Ajuste Anual:

1.          recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 28.123,91;

2.         recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil;

3.          obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

4.         relativamente à atividade rural:

a)      obteve receita bruta em valor superior a R$ 140.619,55;

b)     pretenda compensar, no ano-calendário de 2015 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio   ano-calendário de 2015;

5.         teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil;

6.         passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição se encontrava em 31 de dezembro; ou

7.         optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

Fonte:  portal@d24am.com

Presidente do Sindmetal-AM convoca os trabalhadores do PIM para Ato pela Democracia

IMG-20160414-WA0003

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Partido dos Trabalhadores (PT), Valdemir Santana, está convocando todos os trabalhadores a participarem do Ato pela Democracia que será realizado neste domingo (17), às 13 horas, no Largo de São Sebastião.

Santana reforça a importância da união dos trabalhadores neste momento em que se defende a continuidade dos direitos trabalhistas. “Alguns parlamentares do nosso estado estão votando em favor do impeachment. Fazendo isso, eles não só estão querendo acabar com um governo que priorizou o pobres, eles também estão querendo acabar com 13º salário, o FGTS e as férias dos trabalhadores”, ponderou.

O presidente destaca ainda que esses parlamentares são à favor da terceirização, sendo essa uma bandeira de luta não só do PT como dos governos de Dilma e de Lula. “Os parlamentares Arthur Bisneto, Palderney Avelino, Silas Câmara e Átila Lins são empresários e por isso querem acabar com o direito dos trabalhadores, sendo esse o motivo de estarem à favor do impeachment”, desabafou.

Mensagem do presidente ao trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM)

“Os empresários estão mais unidos do que nunca para acabar com os direitos dos trabalhadores, adquiridos com muita luta. Juntem-se a nós e não deixaremos isso acontecer. A força da classe trabalhadora é maior que qualquer movimento da classe empresarial”.

 

 

Manaus tem a maior queda no custo da cesta básica no Brasil, afirma Dieese

show_cestaA capital amazonense registrou a maior queda no valor da cesta básica, chegando a ficar 12,87% mais barata em relação ao mês anterior, que havia fechado em R$ 437,86. Com a inclinação, no mês de março, o valor da cesta em Manaus fechou em R$ 381,52, e a cidade passou a ocupar a 14ª colocação no ranking de cestas básicas mais caras entre as 27 capitais brasileiras, segundo levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Apenas 11 capitais apresentaram queda. Seguido de Manaus, ficou Boa Vista, com o segundo maior declínio (-7,05%), Aracajú (-3,53), Macapá (-3,45%) e João Pessoa (-2,43%). Na casa de 1% ou inferior a essa porcentagem, está Rio Branco (-1,88), Natal (1,75%), Porto Velho (-1,50%), Maceió (-1,39), Recife (-0,79) e Fortaleza (-0,34). As três capitais que lideram o ranking das cestas básicas mais caras, são Brasília (R$ 444,74), São Paulo, (R$ 444,11) e Florianópolis (R$ 441,06).

Produtos

Dos doze produtos básicos que compõem a cesta básica, nove apresentaram alta – farinha (9,48%), açúcar (9,38%), óleo (6,58%), feijão (5,76%), manteiga (4,56%), arroz (2,94%), carne (2,65%), café (2,14%) e leite (0,93%). Segundo o Dieese, o motivo da farinha de mandioca estar liderando a alta, é a oferta do produto, que ainda não conseguiu se recuperar da longa estiagem que houve nas regiões do norte do país. No acumulado do ano, a variação foi de (28,30%).

O quilo do açúcar continuou em alta e aumentou em 23 capitais, com taxas que variaram entre 0,86% em Belém e 9,38% em Manaus. Em período de entressafra da cana e com parte da produção destinada ao etanol, houve elevação do preço do açúcar no varejo. É o produto que acumula maior alta nos três primeiros meses do ano na capital amazonense (33,33%).

Entre os produtos que apresentaram queda no valor no mês de março, está o tomate (-45,47%), seguido da banana (-10,16%) e do pão (-0,52%). “A redução no valor do tomate nós percebemos, assim como na banana, mas é difícil a gente prever. O clima está driblando a gente, e até os nossos fornecedores nós temos que mudar para ter o produto para vender”, destacou o feirante Carlos Alberto Chagas.

Salário Líquido

Em relação ao comprometimento da cesta básica com o rendimento líquido do trabalhador, foi identificado que em março, chegou a 47,12% do salário do proletário. Após o desconto de 8% referente à contribuição previdenciária, o valor é de R$ 809,60, na aquisição dos produtos que compõem a cesta básica. Em fevereiro, o comprometimento foi de 54,08%.

Produtos que compõem a cesta básica

Carne bovina, café, arroz, leite, feijão, farinha de mandioca, manteiga, pão francês, óleo de soja, açúcar, tomate, banana.

Fonte: www.acritica.com

Metalúrgicos da CUT debatem paridade de gênero e racismo no mercado do trabalho

imageTerminou na tarde desta quarta-feira (6) o segundo módulo de Capacitação de Lideranças Sindicais promovido pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT). Desde segunda-feira (4), metalúrgicos da CUT de todo país estiveram reunidos para discutir paridade de gênero e o racismo no mundo do trabalho. O encontro aconteceu na sede da entidade, em São Bernardo do Campo (SP).

A primeira etapa do curso aconteceu em fevereiro e foi direcionada especialmente para as dirigentes da CNM/CUT e para o Coletivo Nacional de Mulheres da entidade (leia mais aqui).

Segundo a secretária de Mulheres da Confederação, Marli Melo, um dos destaques do curso foi a discussão do racismo e machismo institucional. “A discriminação é velada, mas as empresas têm preferência em contratar homens brancos. E nós, mulheres, somos as primeiras na fila das demissões, além de termos trabalhos mais precários. Já as mulheres negras sofrem duplo preconceito, pois são vítimas de racismo e do machismo”, afirmou.

“Através da formação, conseguiremos desconstruir este preconceito que permeia a sociedade e o mundo do trabalho. Precisamos nos unir e compartilharmos a mesma luta, pelo bem de todos”, completou a secretária de Formação da CNM/CUT, Michelle Marques.

image (1)

O segundo módulo foi ministrado pela socióloga e doutora em Educação Maysa Garcia, e por Marcia Leite, doutora em sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Para Marcia, a oficina teve o intuito de fortalecer o debate sobre mulheres e negros no movimento sindical. “A categoria já é bastante politizada; por isso, conseguimos aprofundar mais estes debates. É um grupo que é conscientizado e já faz trabalhos para incluir gênero e raça dentro das ações dos seus sindicatos e federações”, disse.

Já para Maysa, que também ministrou o primeiro módulo, as mulheres mostraram a importância das suas pautas específicas nas mesas de negociações. “Os líderes sindicais representam um todo e não podem excluir as trabalhadoras, os negros e jovens. Elas se mostraram seguras ao expor suas demandas, mesmo com a participação dos homens. E eles compreenderam que a luta é da classe como um todo”, contou, avaliando que mesclar os dois gêneros no curso contribui para que as mulheres vençam a timidez e a insegurança.

Paridade ajuda romper barreiras
O presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, lembrou que o universo sindical ainda é masculino e machista e o mercado de trabalho, masculino, machista e branco. “Ao olharmos a história recente das lutas da classe trabalhadora, constatamos que o movimento sindical avançou muito na luta pela ampliação de espaços para a mulher. Conseguir, em 32 anos desde a fundação da CUT, sair de uma direção de 24 cargos na qual só havia duas mulheres para uma direção paritária mostra que as companheiras romperam barreiras e se tornaram vozes ativas no meio sindical”, destacou Cayres.

“Na própria categoria metalúrgica, a presença feminina tem crescido e isso se reflete nas direções das entidades. No entanto, as companheiras têm de se desdobrar, porque o machismo ainda é forte no nosso sindical. Sabemos o que elas enfrentam no dia a dia e, por isso, cursos como este que a CNM/CUT proporciona ajudam muito para que as trabalhadoras conquistem mais espaço e respeito nas entidades e possam colocar a luta por igualdade de oportunidades e salários entre as pautas prioritárias no movimento sindical”, assinalou o sindicalista.

Equidade de gênero
Entre os desafios para o movimento sindical metalúrgico (e no geral), certamente o principal é acabar com a segregação das mulheres, em particular as negras, no mercado de trabalho. Durante este segundo módulo do curso, os relatos das participantes deram conta das enormes dificuldades vividas pelas trabalhadoras negras no que se refere a salário e oportunidades no mercado de trabalho. Além disso, elas têm de conviver com o preconceito racial tanto no emprego quanto na sociedade . “Sofrem duplamente por serem mulheres e negras”, reforçou Cayres.

Por isso, o terceiro módulo do curso, previsto para os dias 6 e 7 de julho, vai aprofundar o debate sobre o tema, além de trazer à tona as novas demandas sociais na conciliação entre trabalho e família. Novamente, a atividade será aberta a toda direção da CNM/CUT.

Avaliações
• “Esta integração entre em homens e mulheres é fundamental para alcançarmos a igualdade de gênero. Nós, como líderes sindicais, precisamos colocar as pautas das mulheres, jovens e negros nas nossas reivindicações. A parceria é importante para eliminar as desigualdades de salários, discriminação e assédio”, Wilton Gonçalves Lima – Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem (MG).

• “O primeiro módulo foi muito importante para que nós, mulheres, conseguíssemos ter segurança e nos expormos, mesmo com a participação dos homens. Os dirigentes conseguiram absorver melhor as demandas das mulheres e negros no mundo do trabalho. Juntas e juntos somos mais fortes para enfrentarmos as desigualdades de gênero e o racismo”, Maria de Jesus Marques de Almeida – Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas.

• “Infelizmente, somos uma sociedade pautada no machismo e racismo. O curso nos deu mais propriedade para enfrentarmos um sistema que exclui negros e mulheres que são parcelas importantes da sociedade. Além disso, precisamos levar estas discussões para o chão de fábrica porque este preconceito precisa ser eliminado em todos os espaços da sociedade”, Francisco Irailson Nunes Costa – Sindicato dos Metalúrgicos de Natal (RN).

• “O segundo módulo nos ajudou a apresentar melhor para os companheiros as dificuldades das mulheres e negros. Esses temas precisam estar presentes no sindicato porque não podemos aceitar que esta parcela da população seja discriminada no mercado de trabalho”, Kelly Carmo – Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba (SP).

Fonte: Assessoria de Imprensa da CNM/CUT

Receita abre na sexta-feira consulta ao lote de restituição do imposto de renda

116215_697x437_crop_57067fddce4d4A Receita Federal disponibiliza a partir das 9h, desta sexta-feira (8), a consulta ao lote multiexercício de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, contemplando as restituições residuais, referentes aos exercícios de 2008 a 2015. Os lotes residuais são aqueles que estavam em malha e foram liberados.

No  Amazonas,  1.332  contribuintes receberão o total de R$ 2.265.334,94. O crédito bancário será realizado no dia 15 de abril.

Para  saber  se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet (http://www.receita.fazenda.gov.br), ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível  acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar  as  inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A  Receita  disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A  restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não  fizer  o  resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da Internet, mediante  o  Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso   o   valor   não  seja  creditado,  o  contribuinte  poderá  contatar pessoalmente  qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por   meio   do   telefone   4004-0001  (capitais),  0800-729-0001  (demais localidades)  e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos)  para  agendar  o  crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Fonte: www.d24am.com

Estudo pretende criar modelo para tornar processo de usinagem mais sustentável

manufaturaO doutorando em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Gildeones Andrade Protázio, está desenvolvendo um estudo com aporte financeiro do governo do Estado, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), para tornar o processo de usinagem mais sustentável, beneficiando, diretamente, as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). O estudo deve ser concluído em até quatro anos.

“O processo de aplicação da manufatura sustentável se dará a partir de experimentação em laboratório de parâmetros utilizados em situações que simulam a usinagem de peças na indústria. A busca por esses casos ocorrerá a partir da pesquisa bibliográfica de artigos, pela experiência do grupo de pesquisa e de parceiros que podem vir a surgir durante a vigência do projeto”, disse Gildeones Protázio.

O estudo será utilizado para identificar parâmetros que indiquem desperdícios energéticos durante os experimentos realizados. De acordo com o pesquisador, a produção em série de peças não será objeto de estudos do projeto, mas as variáveis mensuradas nos experimentos serão: qualidade, vida de ferramenta e eficiência energética. Ele ressaltou que a pesquisa também deve refletir na sustentabilidade da Amazônia.

“Pode contribuir (na sustentabilidade da Amazônia) através da redução de utilização de recursos para produção de uma peça e também, indiretamente, através do melhor aproveitamento da energia disponível. O desperdício sobrecarrega a matriz energética regional levando à necessidade de novas fontes como hidroelétricas”, disse o pesquisador.

Intitulada “Manufatura sustentável aplicada à usinagem: melhoria da integridade superficial e aumento da eficiência energética”, a pesquisa recebe aporte financeiro do governo do Estado no âmbito do Programa de Bolsas de Pós-Graduação em Instituições fora do Estado do Amazonas (PROPG-AM) da Fapeam.

O estudo é orientado pelo professor Amauri Hassui e parte da pesquisa poderá ser realizada em laboratórios da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos da América (EUA).

Manufatura sustentável

A manufatura sustentável vem ganhando cada vez mais espaço no mundo científico e tecnológico, segundo o pesquisador. O conceito inclui técnicas e metodologias que visam diminuir impactos ambientais através da otimização da utilização dos recursos disponibilizados sem deixar que o produto fabricado perca competitividade em custo e qualidade, diferente da manufatura convencional. “A manufatura convencional tem por objetivo atender aos requisitos de projeto de forma rápida e com menor custo”, explicou Gildeones Protázio.

De acordo com o pesquisador, inicialmente, o estudo será elaborado visando qualquer sistema produtivo que utilize a usinagem de metais. A aplicabilidade da manufatura sustentável será possível tanto ao PIM quanto a qualquer outro polo industrial do Brasil que faça uso desse processo de fabricação.

Fonte: www.fapeam.am.gov.br

Maior empresa do Polo Industrial, Moto Honda demite 500 funcionários

show_hondaA Mota Honda da Amazônia contabilizou mais de 500 adesões ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) para fazer frente à crise econômica. De acordo com o setor de comunicação social da empresa, o programa foi anunciado no dia 26 de fevereiro deste ano.

A redução do quadro de pessoal, por meio do programa de incentivos, teve como objetivo adaptar a estrutura da empresa à realidade do setor de duas rodas, que tem enfrentado forte retração nos últimos quatro anos. “Foram elegíveis ao PDV os empregados da Moto Honda, HTA Indústria e Comércio e Honda Componentes, exceto os que possuíam contrato por tempo determinado, os que estavam afastados, os com estabilidade legal e menores aprendizes”, disse a empresa.

A Moto Honda esclareceu que o  PDV já foi encerrado e as datas para o desligamento dos funcionários que aderiram ao programa foram negociadas individualmente. “A Honda reitera seu compromisso com o Brasil e sua crença no potencial do mercado de motocicletas local. Há 40 anos, a empresa mantém em Manaus a maior fábrica de motocicletas da marca no mundo e seguirá empenhada na retomada dos patamares de produção para que possa seguir contribuindo com o desenvolvimento do País”, afirmou.

Incentivo

No final de março, empresários de sindicalistas do Amazonas e de São Paulo realizaram encontro para discutir a inclusão do polo de duas rodas da Zona Franca de Manaus (ZFM) e dos demais estados, no Programa Sustentabilidade Veicular.

O programa, em estudo no governo federal, prevê que  veículos com mais de 20 anos de uso possam ser trocados por uma carta de crédito para compra de um novo.

Mesmo sem a garantia de recursos federais, por conta do ajuste fiscal, os empresários do setor automobilístico apostam no aquecimento de compra de novos carros zero quilômetro. E na esteira da renovação da frota, o polo de duas rodas quer fazer parte das negociações porque acredita no aumento das vendas de motocicletas e contratação de novos trabalhadores.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), Miguel Torres, informou, em matéria publicada na edição de A CRÍTICA do dia 26 de março, que o projeto da renovação da frota está sendo discutido no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão, e precisa da pressão dos trabalhadores e empresários para apressar o lançamento.

Na mesma matéria o diretor de Relações Institucionais da Moto Honda, Paulo Takeuchi, mostrou-se preocupado com o atual momento por que passa o polo de duas rodas que vem amargando uma redução em mais de 30% na produção nos últimos quatro anos e, consequentemente, a diminuição nos postos de trabalho. Ele ressaltou que a participação dos trabalhadores é fundamental para alavancar o setor. “Sabemos que não haverá renúncia fiscal por parte do governo, mas a troca de veículos antigos por mais novos trará novas demandas o que aumentará a nossa produção”, disse Takeuchi na ocasião.

Fonte: www.acritica.com