Conheça nossa história

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Conheça nossa história 2015-08-02T17:37:00-03:00

Acompanhe a trajetória de lutas e conquistas do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM) e como ele se tornou o maior sindicato dos trabalhadores da Região Norte do Brasil, representando mais de 130 mil trabalhadores do Polo Industrial de Manaus.

História Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas

Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas

(Sindmetal-AM)

Instalado em 17 de agosto de 1933 o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM) foi reconhecido em 10 de outubro de 1934. No entanto, somente no dia 04 de agosto de 1953 com a assinatura da Carta Sindical é que passou a representar sua categoria administrativamente e judicialmente.

Nesse período, o Sindmetal-AM iniciou sua participação nos movimentos sociais na linha de enfrentamento contra os patrões, estabelecendo uma nova postura diante da classe empresária.

Em 1980, o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas fez um Mutirão para organização da oposição sindical. Essa ação contou com a participação dos sindicalistas Nilson Melo, Ricardo Moraes, Jaques Castro, Simão Pessoa, José Carlos Marinho, Jonaci, Chico Fera, Gordo, Silvestre, Elias Sereno, Nilton Mazulo, Ana, Rosenilda, Antônia Priante, Manoel Ramalho e Cleide Mota.

O caráter frentista de apoio à chapa pró-CUT Mutirão contou com o apoio de vários partidos políticos, personalidades e entidades que se aliaram a oposição sindical como: Pastoral Operária, Partido dos Trabalhadores (PT), PCdoB, Cúria Metropolitana, Arcebispo Dom Milton, ADUA e ASSUA (professores e servidores da Universidade Federal do Amazonas, UESA, DU, militantes do movimento estudantil e social, Sindicato dos Assistentes Sociais). Entre eles, a personalidade que marcou um diferencial foi o Padre Renato.

No ano de 1981, o Sindmetal-AM foi às ruas junto com os estudantes lutar pela consolidação da meia passagem. Movimento que terminou com o enfrentamento de ativistas, militantes, estudantes, sindicalistas, policiais e organismos de repressão no largo da Praça da Matriz.

Em 1983, com a fundação da Central Única dos Trabalhadores no Amazonas (CUT/AM), os membros do sindicato começaram a levantar também as bandeiras de luta da CUT, que naquele momento tratavam não só de questões trabalhistas, como também lutavam pelo fim da ditadura militar e da censura, exigiam eleições diretas e assembleias nacionais constituintes.

O ano de 1984 foi marcado em Manaus pela Campanha das Diretas Já, ato que reuniu cerca de 20.000 mil pessoas na Praça do Congresso. Também ocorreu a posse da diretoria Mutirão do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, que tinha como presidente o sindicalista Ricardo de Souza Moraes. Nesse mesmo ano, houve uma tentativa de divisão da categoria através do processo de criação do Sindicato Eletroeletrônico comandado pelo Sr. Stones Machado da empresa Philips. Em 1984, também foi realizado o primeiro Congresso Estadual da Central Única dos Trabalhadores do Amazonas (I CECUT-AM).

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Greves e Campanha Salarial

Os anos de 1985, 1986 e 1991 foram marcados por muitas paralisações nas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Em 85 foi desencadeada a primeira greve sob a gestão cutista pelos trabalhadores da empresa SANYO e realizada a primeira Campanha Salarial. Entre as principais lideranças estavam: Enoque, Lacerda, Mário Barros.

No Amazonas, somava-se a essas lutas a pauta de reivindicações do Sindmetal-AM, que buscava garantias mínimas como regular o horário de trabalho, criar um piso salarial inexistente naquele momento, vantagens econômicas com a participação dos trabalhadores nos lucros e resultados da empresa, direito a creche e melhores condições de trabalho quanto a alimentação, transporte e segurança.

O movimento grevista atingiu 24 empresas e paralisou cerca de 20 mil trabalhadores por meio de organização nos locais de trabalho, formado por dezenas de grupos de fábrica, e pela realização de assembleia massiva de deflagração da greve. Essas paralisações culminaram uma conquista histórica para o sindicato devido à primeira paralisação em massa de trabalhadores na Zona Franca de Manaus, que garantiu ganhos econômico-salariais, sociais e de organização sindical para os trabalhadores.

O Sindmetal deu um passo significativo na questão das gestantes, conseguindo, por meio de muitas negociações forçadas pelas greves, os 120 dias de licença maternidade para as trabalhadoras do Amazonas, antes mesmo da Constituição Federal garantir o direito em nível nacional.

O ano de 1986 também foi marcado pela criação da Comissão da Mulher Metalúrgica Secção do Amazonas, Campanha Salarial “Vamos quebrar o gelo”: derrota histórica do movimento grevista (3 mil trabalhadores demitidos por justa causa) e eleição da segunda diretoria cutista, com reeleição de Ricardo Moraes.

Em 1987, houve refluxo do movimento sindical metalúrgico e avanço dos seguimentos patronais com retiradas de conquistas e a greve da Moto Honda que foi julgada legal.

No ano de 1988, ocorreu o retorno das lutas na categoria (Yamaha, Moto Honda, outras) e um Candidato operário obtém a maior votação dada a um operário em eleição à Câmara Municipal de Manaus. Sendo, ao mesmo tempo, a segunda maior votação na eleição para vereador. Ricardo Moraes não assume o cargo devido falta de legenda partidária.

A greve geral nacional de 1989 foi contra o Plano Verão do governo Sarney e teve a paralisação parcial do Distrito Industrial de Manaus. O ano foi marcado pela: 1ª Greve Geral nos Estaleiros que tiveram várias conquistas, o 1º Congresso dos Metalúrgicos de Manaus, a Campanha Lula a presidente e a eleição da terceira diretoria cutista, com o presidente Elson Melo.

A partir dos anos 90, com o governo Collor, alguns problemas sérios com relação a questão econômica surgiram no País, propiciando um cenário recessivo com demissões na categoria, contradizendo o nível de lucratividade do PIM. A ideia do novo presidente era deflagrar todos os direitos trabalhistas que já haviam sido conquistados, o que resultou num período de grandes enfrentamentos do movimento sindical com o governo. Em abril de 1990, o Sindmetal paralisou 9 empresas do PIM, destacando-se a greve da PHILIPS, que passou 42 dias paralisada. No dia 1º de agosto do mesmo ano houve um a greve geral, paralisando cerca de 25 mil trabalhadores e conquistando 204% de reajuste concedido em julgamento favorável da greve pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Em 1991 aprofunda-se a recessão econômica com o aumento das demissões no PIM. Em 1992 ocorre o afastamento do presidente Elson, da tesoureira Maria Auxiliadora e a intervenção Política no Sindicato. A comissão interventora presidida por Edilon Queiroz assume interinamente o sindicato. Ocorre então a eleição da quarta diretoria cutista, com o presidente Joaquim Lucena. Ainda em 1992, ocorre uma nova tentativa de divisão do Sindicato: Elias Sereno funda o Sindicato Eletroeletrônico.

Em 1993 a luta do Sindmetal contra a maquiagem e o contrabando de produtos na Zona Franca de Manaus resultou na criação do Processo Produtivo Básico (PPB) para as indústrias da Zona Franca de Manaus. Mais tarde, em 1997, o sindicato realizou a campanha “Limite de Idade é Crime”, contra a discriminação por idade para contratação de trabalhadores. Em 1998 fez campanha em apoio a eleição do presidente Lula e em 1998 criou a campanha contra o Câncer de Colo do Útero.

As greves das empresas Videolar, Scorpion, Sansung e SDI precederam a uma “Campanha Salarial” vitoriosa em 2001. Ainda neste ano foi feito um Piquetão da Campanha Salarial na Moto Honda e outras empresas do Distrito Industrial.

Os anos de 1994 a 1997 foram marcados: Campanha presidencial Lula Brasil (1994); Criação do Sindicato de Meios Magnéticos (1995); Eleição da quinta diretoria cutista no II Congresso dos Metalúrgicos, com reeleição de Joaquim Lucena (1995); Eleição do vereador Joaquim Lucena à Câmara Municipal de Manaus (1996); Posse de Washington Luis devido licenciamento de Joaquim Lucena (1997) e Campanha Limite de Idade é Crime, contra a discriminação por idade para contratação de trabalhadores (1997).

Em 1998 ocorreu a campanha presidencial Lula é Brasil, campanha contra o Câncer de Colo do Útero e a fundação do Instituto de Educação Profissional do Sindicato.

No ano seguinte, em 1999, deu-se início ao Projeto Integrar/CNM. Edilson Pinheiro assume a presidência do Sindicato e ocorre a eleição da sexta diretoria cutista Renovação e Luta, com o presidente Agostinho Correa.

Em 2000 foi fundada da Banda das Metalúrgicas. Neste ano também houve uma nova tentativa de divisão da categoria com a criação dos Sindicatos Eletroeletrônicos e do Polo de Duas Rodas.

Em 2001 teve a fusão com o sindicato de Meios Magnéticos e a prorrogação do mandato da diretoria em mais 12 meses. A greve das empresas Videolar, Scorpion, Sansung e SDI, neste mesmo ano, precederam a Campanha Salarial vitoriosa. Em 2001, também aconteceu o primeiro Campeonato de Futebol dos Metalúrgicos e o Piquetão da Campanha Salarial na Av. Javari (Moto Honda e outras empresas).

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Participação nos Lucros e Resultados (PLR)

No ano seguinte, em 2002, o sindicato iniciou a luta pela participação dos trabalhadores nos Lucros e Resultados (PLR) das empresas. De lá pra cá, o Sindmetal consegue, a cada ano, a adesão de mais empresas pela PLR e com isso, aumentar a economia do estado.

Em 2003, o sindicato apoiou a invasão e ocupação da Câmara Municipal de Manaus pelos estudantes em luta pela passagem. Também houve o Piquetão pela PLR na Av. Javari (Moto Honda e outras empresas) e a eleição de Valdemir Santana como presidente da CUT-AM. Neste ano, o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas comemorou 50 anos de fundação.

A Campanha Salarial de 2004 foi marcada pela divisão e disputa judicial da diretoria e pelo retorno de lideranças sindicais ao PT.

Em 2005 aconteceu a eleição da sétima diretoria cutista no III Congresso dos Metalúrgicos, elegendo Valdemir Santana como presidente do sindicato. Neste ano também houve a intervenção da Junta Governativa pela Justiça do Trabalho e a ampliação da conquista de PLR nas empresas.

A dissolução da Junta Governativa por decisão do TRT ocorreu em 2006 e Valdemir Santana foi reeleito como presidente da CUT-AM. Ainda em 2006 foi ampliada as conquistas nas campanhas salariais e nas negociações de PLR’s, a participação decisiva de dirigentes sindicais nas eleições gerais e a reeleição do Presidente Lula e candidatos da base aliada apoiados pelas lideranças sindicais.

Em 2007, foi injetado na economia amazonense cerca de 60 milhões oriundos de PLR de 44 mil trabalhadores do PIM. O Movimento Sindical e Popular assume a Secretaria de Estado do Trabalho (SETRAB). Valdemir Santana é eleito como presidente municipal do PT Manaus.

A Campanha Salarial de 2008 foi de grandes vitórias. O Sindmetal conseguiu um reajuste de 10% no salário dos trabalhadores, ampliação da creche e a extensão do plano de saúde aos dependentes dos trabalhadores. Houve também a eleição direta da Chapa Lutas e Conquistas e Valdemir Santana foi eleito o oitavo presidente cutista.

Em 2009, a luta por igualdade de oportunidades e remuneração entre mulheres e homens no mercado de trabalho foi um tema que esteve na mesa de discussão da Central Única dos Trabalhadores desde 2009 em parceria com as principais entidades de defesa das mulheres no Brasil. No Amazonas, a entidade vinculada a essa proposta foi o Sindmetal, que naquela época representava aproximadamente 80 mil trabalhadoras em todos os setores da indústria do PIM.

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Novas conquistas e novas lutas

De 2010 até 2013, o sindicato conseguiu muitas outras conquistas, evitando inclusive a demissão, em 2012, de mais de dois mil funcionários do PIM, ao negociar a adesão da proposta de suspensão temporária de trabalho com empresas, entre elas, a Salcomp, Crimazon, Brastemp e Semp Toshiba. Essa proposta é assegurada pela Legislação Trabalhista. Durante o período de suspensão temporária, no entanto, o trabalhador é “obrigado” a frequentar cursos de qualificação de acordo com as necessidades funcionais de cada empresa e ainda tem direito ao seguro desemprego e todos os benefícios garantidos aos funcionários ativos, como: assistência médica, PLR e cesta básica.

Em relação à PLR, de acordo com dados do sindicato, o valor de participação nos lucros aumenta em média de 20% a 30% a cada ano. Em 2009, período de crise, o montante pago foi de R$ 85 milhões com a participação de 90 empresas. No ano seguinte, o volume saltou 48,2%, fechando em R$ 126 milhões, com o registro de 138 empresas pagando participação nos lucros. Em 2011, os valores avançaram 42,9% com R$ 180 milhões e 200 empresas. Em 2012, as empresas do PIM pagaram um volume superior a R$ 200 milhões aos funcionários com a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O montante foi 10% maior do que o ano anterior.

Cotas na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM), mais vagas em creches, aumento no percentual de contratação por limite de idade e fiscalização da saúde do trabalhador foram algumas das principais bandeiras de luta do Sindmetal para o ano de 2014 e 2015.

Segundo dados do sindicato, as empresas do Distrito Industrial pagam uma taxa de 1,8% do valor do faturamento para a manutenção da UEA, por isso, o Sindmetal está na luta pela cota de 30% para os trabalhadores do PIM na universidade.

Sobre a necessidade de mais vagas em creches e a construção de novas, destaca-se que só os trabalhadores do Distrito Industrial demandam atualmente mais de 13 mil vagas e o sindicato também está com essa bandeira de luta.

Outra luta destacada é referente ao aumento no percentual de contratação por limite de idade. A proposta do Sindmetal é aumentar para 30% a contratação de trabalhadores com idade acima de 35 anos. Atualmente as empresas são obrigadas a contratar somente 15%.

Ainda nos dias de hoje o ambiente de trabalho de algumas empresas do Distrito Industrial de Manaus oferecem condições prejudiciais à saúde do trabalhador, demandando uma fiscalização maior por parte dos órgãos competentes.

O Polo Industrial de Manaus tem sido responsável pela manutenção de cerca de 90% da cobertura florestal no Amazonas e pela preservação do meio ambiente. Os empregos gerados em Manaus, a reorientação da economia e a sustentabilidade da região terá grande repercussão na melhoria de vida no planeta. Por isso, preservar os empregos significa preservar a floresta e o meio ambiente.

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