Edital de Pós-Graduação em Indústria 4.0 está previsto para a próxima semana

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Edital de Pós-Graduação em Indústria 4.0 está previsto para a próxima semana

A Pró-Reitoria de Inovação Tecnológica, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), vai lançar, na próxima semana, o edital de seleção para os candidatos ao primeiro programa brasileiro de mestrado e doutorado em Indústria 4.0. A Ufam e a Universidade do Porto, em parceria com a Universidade Estadual do Amazonas (UEA), vão oferecer turmas especiais para estudantes brasileiros de mestrado e doutorado em engenharia mecânica e gestão industrial.

Uma teleconferência entre Brasil e Portugal marcou, na última quinta-feira (6), no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), o lançamento do programa de pós-graduação no estado do Amazonas.  A cooperação, articulada pelo Mdic, faz parte das medidas previstas na Agenda Brasileira para a Indústria 4.0, lançada pelo governo federal em março deste ano. O objetivo é qualificar mão de obra para desenvolver e consolidar a 4ª Revolução Industrial na Região Amazônica Ocidental.

“Com a disponibilidade do mestrado e doutorado pela Ufam, UEA, em parceria com a Universidade do Porto, teremos a possibilidade de qualificar, com o que há de melhor no mundo, esses profissionais que tenham interesse em atuar na modernização dessas fábricas, e assim podermos ganhar em produtividade, em competitividade e gerar mais empregos e mais desenvolvimento para a região e para o estado do amazonas. Não teremos trabalhadores qualificados se não tivermos um corpo docente devidamente preparado para os desafios específicos da nova revolução industrial assim chamada de Indústria 4.0”, disse o ministro Marcos Jorge, no lançamento do programa em Brasília.

Investimentos de R$ 5 milhões

O programa de pós-graduação, com duração de dois e quatro anos para mestrado e dourado, respectivamente, terá investimento entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões a serem pagos pelo Programa Prioritário de Formação de Recursos Humanos-Capda/Suframa, a partir dos 5% previstos pela Lei de Informática para custear pesquisa e desenvolvimento (P&D) na Zona Franca de Manaus. Os recursos são gerenciados pelo Instituto Muraky.

“Para nós é uma missão porque temos o Polo Industrial de Manaus que precisa se adequar às exigências da própria tecnologia que está colocada na Indústria 4.0. A Ufam e a UEA estão fazendo sua parte de formar mão de obra qualificada para esses novos desafios da indústria inteligente”, disse o reitor da Universidade Federal do Amazonas, Sylvio Puga.

Ingresso e metas

As aulas devem começar no final de outubro de 2018 e está previsto o ingresso de 15 alunos no doutorado e 30 no mestrado. Eles terão dupla titulação e podem ter aulas tanto no Brasil quanto em Portugal, ministradas pelo corpo docente da Ufam, da Universidade do Porto e da UEA. O programa prevê ainda aulas com dois pesquisadores convidados da comunidade científica brasileira.

A seleção dos candidatos, que devem ser brasileiros, será realizada através da análise de currículo acadêmico, carta de motivação, apresentação de proposta de pesquisa, incluindo cópias de trabalhos de pesquisa apresentados e publicados ou aceitos para publicação em periódicos, conferências ou eventos similares. Também será realizada uma entrevista com a comissão de seleção.

A meta do programa é titular no mínimo 80% dos alunos no prazo de quatro anos para o doutorado e dois anos para o mestrado, prorrogáveis por mais seis meses. A iniciativa também espera a conclusão de pelo menos 12 teses de doutorado em Engenharia Industrial até 2022 e 24 dissertações de mestrado até 2020, a publicação de pelo menos 30 trabalhos em revistas de circulação Internacional e de pelo menos 40 trabalhos em congressos da área.

O vice-reitor da Universidade Estadual do Amazonas, Cleto Leal, informou que professores e graduados da UEA no interior do Amazonas, incluindo os que utilizam o programa IPTV à distância, poderão se inscrever para o mestrado da Universidade do Porto. Ele ressalta a importância do programa de pós-graduação pela carência de profissionais qualificados no estado. “Hoje, nós temos 1,4 mil professores com doutorado e atuamos no programa de pós-graduação em um estado de 1,5 milhão de quilômetros quadrados, muito abaixo de estados como Santa Catarina que tem 3 mil doutores”, informou Leal.

FONTE: A CRÍTICA

2018-09-13T16:45:10+00:00 Blog de Notícias|0 Comentários