Não demorou dois dias para o presidente da República baixar mais um decreto contra as instituições do Amazonas.

Depois da “Marcha para Políticos”, realizada no sábado (28), em Manaus, onde o ocupante do Palácio do Alvora afirmou, diante da Cruz e dos políticos amazonenses, que trabalha para o bem do Amazonas.

Como mentira tem pernas curtas, não demorou dois dias, 30/05, para ele desmentir tudo que havia dito no palanque. Desta vez, ele atacou diretamente a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), bloqueando 14,5% das verbas universitárias e institutos federais no Estado, assim como em todo Brasil.

Este decreto, como os outros, coloca o ensino superior do Amazonas em cheque e, deixa parecer mais uma represália às manifestações universitárias contrária ao seu desastrado governo.

Valdemir Santana diz aos trabalhadores que eles podem mudar o destino da política no Amazonas, basta se organizar – foto: divulgação/Sindmetal

*Metalúrgicos*

O que o presidente da República fala sobre o Amazonas não têm validade, disse o metalúrgico, Valdemir Santana. Segundo ele, o interesse do presidente é a devastação das florestas e o fim da Zona Franca de Manaus (ZFM) e todas os decretos são para prejudicar o Estado.

“Mostre um benefício que esse governo tenha feito para o Estado”, questiona.

Valdemir diz que a redução do IPI significa o fim da ZFM. E, só não aconteceu ainda, porque as Centrais Sindicais e seus sindicatos filiados estão organizados para defender os empregos, independente de religião, posição política e social dos trabalhadores.

 

Luta de classe

Na avaliação de Valdemir, os mais de 100 mil trabalhadores diretos e mais outros 400 temporários, terceirizados, do comércio, serviços do Polo Industrial de Manaus (PIM) podem se organizar para elegerem os seus representantes – deputados federais, estaduais -, e teriam uma bancada, para defender os empregos e as Indústrias que geram estes empregos.

Ou seja, os trabalhadores teriam seus representantes nas Casas legislativas e de uma tacada, despachariam os aventureiros. “O Amazonas parece que só tem inimigos, opositores ao modelo econômico ZFM, na Câmara Federal. Eles deveriam defender o povo do Estado, em Brasília, mas se aliam ao ‘carrasco do Amazonas’ para apoiar o desmonte das indústrias”, aponta.

O presidente que se diz cristão, prega a luta armada, o massacre, armas de fogo até em mãos de crianças – foto: recuperada.

Evangélico praticante, Valdemir Santana, afirma que no palanque político que seria montado para a “Marcha para Jesus”, no sábado (28), em Manaus, o presidente derramou mentiras e falsidades em cima dos amazonenses.

A “Marcha para Jesus, da maneira como foi feita, no sábado (28), é politicagem. Se a pessoa tem Jesus no Coração, Lê a Bíblia, tem Fé em Deus, não precisa de Marcha. Mas é preciso vigiar, sempre, o mal que o presidente tem feito para as famílias do Amazonas.

 

Mentiras sobre as indústrias

Mentiu quando disse que a Zona Franca de Manaus, criada por generais, jamais seria atingida por esse governo.

Todos sabem, até quem não quer ver, que o decreto do IPI-bolsonarista só prejudica as indústrias do Estado e tira empregos, mas não será ele quem vai demolir o modelo.

 

O Jair não conhece o Amazonas, mas sabe que a Zona Franca de Manaus (ZFM) só existe em função das prorrogações feitas nos governos Lula, por 10 anos e, no governo Dilma, por 50 anos e vai até 2073.

Ou seja, não é a mão nociva deste governo, que vai tirar direitos constitucionais adquiridos por governos anteriores.

Valdemir Santana disse que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), foi decretado para favorecer as grandes multinacionais instaladas no Brasil, as mesmas que faturam bilhões e querem que os trabalhadores amazonenses sobrevivam com a indústria de fertilizantes de Autazes e a biodiversidade da floresta – entenda-se aí, venda de madeira.

E, volta a perguntar: Então, por que ainda tem trabalhador querendo que ele continue nos cargo?…

Esta é a pergunta que o sindicalista deixou no Ar, nesta 2ª matéria de uma série de três…

 

Fonte: Correio da Amazônia