Sindicato dos Metalúrgicos denuncia "trabalho escravo" nas empresas do PIM

O Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal) estará denunciando junto a Ministério Público do Trabalho do Amazonas (MPT-AM) todas as empresas que estão explorando trabalhadores que ocupam cargos a nível de chefia nas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM).

De acordo com o presidente do sindicato, Valdemir Santana, há denúncias de que supervisores e gerentes da Samsung, LG, Moto Honda, Calcomp e Salcomp trabalham de forma escrava, cumprindo uma jornada de trabalho de 12 a 16 horas por dia. “Eles começam a trabalhar às 7 horas da manhã e só largam depois das 20 horas e o pior, não recebem hora extra por passarem do horário de trabalho. Isso para mim é trabalho escravo, porque eles estão trabalhando praticamente de graça”, frisou.

Santana salienta que apesar da jornada de trabalho no Brasil ser limitada pela Lei a 44 horas semanais, muitos trabalhadores brasileiros ainda cumprem jornadas acima do estabelecido. “Independente do cargo que o trabalhador ocupe, seja ele na linha de produção ou nos cargos de níveis mais altos, a carga horária é de 8 horas diárias e 44 horas semanais. O trabalhador não pode trabalhar mais do que isso”.

O presidente informou que estará formalizando a denúncia ao MPT-AM ainda está semana.

 

 

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