A empresa Microsoft da Amazônia resolveu dar calote nos mais de 100 trabalhadores demitidos irregularmente e, posteriormente obrigada a readmitir, imediatamente, através de liminar expedida pela Justiça do Trabalho.

A empresa foi notificada ontem (28), deveria, inicialmente, receber os funcionários para procedimento de reintegração hoje (29). Mas fechou as portas e não permitiu a entrada dos funcionários, mesmo sob pressão do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas e dos próprios trabalhadores demitidos.

Os funcionários da Microsoft, que trabalham no escritório da fábrica, na Avenida Torquato Tapajós, desconheceram o mandato judicial, entregue ontem (28) por um oficial de justiça e não aceitaram a entrada dos funcionários e de sindicalistas que estiveram hoje (29), no portão de entrada da fábrica.

Conforme disse a advogada do sindicato Daiany Andrade, a empresa alega que não tem quem possa autorizar a reintegração. De acordo com eles, a maioria dos diretores estão de férias e os que estão trabalhando não tem autonomia para aceitar a ordem judicial.

Daiany suspeita que a Microsoft possa estar ganhando tempo na esperança de suspender a decisão judicial. De acordo com ela, dificilmente irão conseguir reverter o processo.

O processo de reintegração dos funcionários desligados irregularmente, entre eles, cipeiros, trabalhadoras grávidas, outros com doenças ocupacionais ou que precisam de acompanhamento médico, para consultas e fisioterapia, vem se desenrolando a mais de dois meses. Com a liminar de reintegração conquistada pelo Sindicato dos Metalúrgicos, os trabalhadores já deveriam estar trabalhando, mas a empresa se recusa a obedecer a ordem judicial.

A decisão de descumprir a Lei pode custar caro para a empresa. O sindicato vai peticionar o Juízo pedindo a aplicação da multa de R$ 10 Mil/Dia, e uma determinação de uma nova diligência para cumprir a ordem do Juiz, com apoio policial. A multa de R$ 10 Mil será revertida para projetos sociais do Sindicato.

Fonte: Correio da Amazônia, por George Cúrsio