Decidido a impor metas favoráveis ao PIM, Valdemir Santana se reuniu hoje de manhã, 07, em Brasília, com o senador paulista Eduardo Suplicy (PT) e a senadora amazonense Vanessa Grazziotin (PCdoB).

Não adiantou a tentativa do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, de formar comitiva para forçar a unificação do ICMS em todo o Brasil. O Amazonas conquistou a sua segunda vitória de maior importância na luta para preservar as vantagens comparativas do Estado na discussão sobre a unificação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em todo o Brasil.

A deliberação aconteceu na manhã de hoje, terça-feira (07), em Brasília, com a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal decidindo manter em 12% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrados pela Zona Franca de Manaus (ZFM). A votação foi acirrada, com discursos inflamados, mas que acabou apontando a vitória do Amazonas, com um placar de 16 a 9 a favor da ZFM.

Fazendo parte da comitiva do Amazonas, no plenário da CAE, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Valdemir Santana se disse “pé quente” dessa vitória em cima de dezenas de lideranças empresariais e de sindicalistas de outras forças de São Paulo, enviadas por Alckmin para forçar a aprovação do ICMS unificado. “Quem ganhou com isso foi o Amazonas, foi o trabalhador, que tem nessa vitória assegurados os seus empregos”, comemorou Santana.

Decidido a impor metas favoráveis ao PIM, Valdemir Santana se reuniu hoje de manhã, 07, em Brasília, com o senador paulista Eduardo Suplicy (PT), integrante da CAE, que teria apresentado duas propostas de unificação do ICMS com alíquotas de 4% e de 7%. Santana formulou um convite ao senador para que ele visite a ZFM nos próximos dias e conheça a realidade do Amazonas, antes de apresentar propostas favoráveis unicamente ao estado de São Paulo, o qual tem uma logística bem mais favorável que a do Amazonas.

“A ideia é a de enterrar a proposta de unificação da alíquota para as regiões do país, que poderia provocar perdas irreparáveis para o Amazonas”, comentou Valdemir, lamentando que esse assunto ainda terá muito “pano prá manga”.