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Após 20 meses de queda, o nível de emprego formal no Amazonas voltou a subir, em agosto. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a diferença de contratações e demissões foi de 983 vagas.

O último dado positivo de emprego no Amazonas foi em novembro de 2014 com a geração de 446 novas vagas. A indústria voltou a gerar empregos pelo segundo mês seguido, com saldo de 1.188 postos, mas não foi acompanhada por outros grandes setores.

Além da indústria, a agropecuária (371) e serviços industriais de utilidade pública (10) tiveram saldos positivos em agosto. Já serviços, construção civil e comércio continuam em queda, com recuos de 290, 171 e 119 vagas, respectivamente. A extrativa mineral indicou saldo negativo de quatro vagas.

Após o primeiro resultado positivo do ano, o acumulado de janeiro a agosto aponta o encerramento de 14,9 mil vagas no Amazonas. No período de janeiro a julho, a retração era de 19,7 mil postos. Em agosto do ano passado, o Estado registrou a perda de 1.633 vagas formais.

Interior

Manaus foi responsável por 47% das vagas criadas no Estado, enquanto Itacoatiara, Manacapuru e Iranduba foram os municípios do interior que registraram os maiores saldos de empregos com 127, 34 e 23 postos, respectivamente.

Por outro lado, entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, que registraram os piores níveis de emprego estão Parintins (-23), Coari (-12), Maués (-7) e Careiro (-4).

Brasil

No País, o emprego formal apresentou  um recuo na trajetória de perda de postos de trabalho. No mês, a retração  foi de 0,09% em comparação a julho, com saldo negativo de 33.953 vagas.

O resultado do Caged em agosto não foi pior porque a indústria de transformação mostrou uma importante recuperação, com a abertura de 6.924 vagas. Além disso, o comércio (888 postos) e a indústria extrativa mineral (366 postos) também contrataram mais do que demitiram.

A construção civil foi a maior responsável pelo fechamento de vagas. Ao todo, foram extintos 22.113 postos na atividade no País.

O saldo de agosto foi resultado de 1.253.728 admissões contra 1.287.681 desligamentos. No ano, o nível de emprego formal caiu 1,64%.

Fonte: D24am