O Brasil viverá amanhã (28) um dia de paralisação histórica dos trabalhadores, em geral, que deve afetar serviços primordiais que atendem à população, como o transporte coletivo, agências bancárias e escolas.

No Amazonas, um grande ato está programado para acontecer por todo o dia nas praças Heliodoro Balbi (Praça da Polícia) e na praça Antônio Bittencourt (Praça do Congresso), ambas situadas no centro de Manaus.

A mobilização nacional é convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), em conjunto com outras entidades pares, para protestar contra as reformas trabalhistas e da Previdência Social, além da regulamentação da terceirização, aprovada no mês passado pelo governo federal.

Em Manaus, os rodoviários prometem parar 70% da frota de ônibus em apoio ao movimento grevista. Além deles, professores das escolas das redes de ensino público do Estado e do Município, bancos públicos e privados, petroleiros e até os funcionários das fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM) vão aderir à greve geral.

Já o comércio local permaneceu em impasse entre os empresários, que devem abrir as lojas normalmente na sexta-feira, e os funcionários, que foram convocados para a paralisação.

Também aderiram ao movimento reivindicatório categorias como a Polícia Civil do Amazonas – que vai protestar, mas sem perda de efetivo, e trabalhadores dos Correios, com perda de efetivo.

A greve geral contará com o apoio de vários segmentos da sociedade, como a Igreja Católica, por exemplo, por meio da Arquidiocese de Manaus. A entidade religiosa considera legítima a ação de manifestar contra as insatisfações causadas pelo poder público, mas não deve ter qualquer ato por parte dos seus agentes. Servidores da Justiça do Trabalho, no Amazonas, funcionários públicos, vigilantes e bancários também vão parar em protesto contras reformas.

Policiais militares e bombeiros, por força de lei, não vão aderir ao movimento da sexta-feira. Essas categorias devem realizar apenas depois do dia 2 de maio as próprias reivindicações juntamente ao governo do Amazonas.

“Essas propostas não são reformas, mas, sim, trazem de volta a escravidão, na medida que tiram direitos da classe mais fraca conquistados ao longo de décadas”, declarou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), Valdemir Santana. Ele afirmou que todas as centrais sindicais estão juntas nesse ato nacional, com uma convocação de 100% dos trabalhadores.

Mudanças

Por 296 votos a favor e 177 contra, a Câmara dos Deputados aprovou ontem (26) o texto principal da proposta de reforma trabalhista. Agora, o projeto de lei 6787/16, que muda os direitos dos trabalhadores, segue para o Senado.

Já a reforma da Previdência Social (PEC nº 287/16) pode ser votada no dia 2 de maio. A regulamentação da terceirização – projeto de lei 4.330/2016 -, foi aprovada e sancionada em março deste ano.

Fonte: EM TEMPO