Foi encerrado nesta quinta-feira (19), em Porto Alegre, encontro do Coletivo Nacional de Mulheres Metalúrgicas da CUT. A atividade, iniciada ontem, reuniu 30 metalúrgicas de todo o país para aprofundar o debate e definir plano de ação visando à organização das trabalhadoras do setor metalúrgico. O encontro foi promovido pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), com apoio da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul.

As reuniões do Coletivo Nacional são semestrais e normalmente aconteciam na sede da CNM/CUT, em São Bernardo do Campo (SP). Mas, a partir desta edição, elas passaram a ser itinerantes, para que seja possível ampliar o conhecimento das realidades e das diversidades locais e regionais vividas pelas mulheres da categoria. Assim, além das integrantes do Coletivo Nacional, também participaram as metalúrgicas do Coletivo da FEM-RS.

Ao longo dos dois dias do encontro, foram abordados temas como a conjuntura, a política industrial, a organização setorial da CNM/CUT e o perfil da categoria, com o recorte de gênero. Atualmente, de acordo com estudo da Subseção do Dieese da CNM/CUT apresentado na reunião, as mulheres ocupam cerca de 450 mil empregos no setor metalúrgico. Já os homens ficam com dois milhões. E, na média, as mulheres metalúrgicas ganham salários 28,3% inferiores aos dos homens.

No relato das participantes, diferentes realidades foram apresentadas. Mas, apesar dos problemas específicos de cada região, uma pauta comum naturalmente é delineada. A desigualdade de salários entre homens e mulheres, a luta pelas 180 dias de licença-maternidade e a luta por creches são exemplos.

Abertura
Na abertura da reunião ontem, o presidente da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul, Jairo Carneiro, salientou a importância da iniciativa do Coletivo em promover seus encontros em distintas regiões, como forma de incorporar as diversidades.  “Sabemos que as principais lutas das mulheres da categoria não são regionais, mas sim nacionais. Independente das especificidades de cada local, a necessidade de avançar em políticas e condições de trabalho são as mesmas”, afirmou.

O secretário geral e de Relações Internacionais da CNM/CUT, João Cayres, lembrou, dos 30 anos da CUT (completados em agosto) e de todos os avanços nas questões de gênero obtidos até aqui, mas alertou que ainda há muito que avançar, principalmente dentro do próprio movimento sindical.

Já a secretária da Mulher da Confederação, Marli Melo do Nascimento, falou sobre a importância em mobilizar as mulheres para que haja a efetivação de políticas específicas. “Temos uma pauta nova, com novos desafios. O encontro fortalece as regiões, dando suporte às dirigentes sindicais nas lutas regionais”, afirmou. Ela agradeceu o apoio da Federação para a realização do encontro.

A secretária municipal de Desenvolvimento Social de Canoas, Maria Eunice Dias Wolf, também participou da reunião. Ela foi trabalhadora metalúrgica e, em sua intervenção, falou sobre a sua trajetória no movimento sindical como dirigente da categoria e elencou temas importantes para discussão na categoria, que extrapolam as questões relacionadas ao trabalho. Ao levantar questões como a violência contra a mulher, o aumento da longevidade e a representatividade das mulheres em cargos públicos. Maria Eunice provocou: “O sindicalismo não pode ficar somente focado nas cláusulas econômicas. Temos que construir um sindicalismo de transformação social”.

(Fonte: Assessoria de Comunicação da FTMRS, com assessoria de imprensa da CNM/CUT)

Atividade aconteceu em Porto Alegre (RS) e teve a participação de 30 trabalhadoras de todo o país. A partir desta reunião, Coletivo fará encontros itinerantes.

Atividade aconteceu em Porto Alegre (RS) e teve a participação de 30 trabalhadoras de todo o país. A partir desta reunião, Coletivo fará encontros itinerantes.

A Amazonas participou com Catia Cheve, Marluce Castelo Branco e Rosi Matos.

A Amazonas participou com Catia Cheve, Marluce Castelo Branco e Rosi Matos.

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