"O 1º de Maio no Amazonas é um dia para reflexão, não de festas", disse o presidente da CUT, Valdemir Santana.

A Central Única dos Trabalhadores – CUT-AM não tem motivos para comemorar o dia 1º de Maio, dia do trabalhador, em todo o mundo. A declaração é do presidente da entidade no Amazonas, Valdemir Santana, ao anunciar uma panfletagem, hoje, 30, às 16h, no cruzamento da Avenida Djalma Batista e a 7 de Setembro, como dia de reflexão e alerta.

De acordo com Valdemir, só nesse primeiro trimestre do ano, já aconteceram mais de nove mil demissões no Distrito Industrial do Amazonas, deixando trabalhadores sem emprego e renda para sustentar suas famílias. Ele também diz que além desse agravante, o governo resolveu dar uma “ajuda extra ”, para piorar ainda mais a situação dos trabalhadores amazonenses ao permitir que a Cesta Básica do Amazonas seja a 2ª mais cara do País.

Para ele, a situação dos trabalhadores se agrava ainda mais, quando tem que desembolsar 20% de aumento do IPTU, 9,6% de aumento da passagem de ônibus acima da inflação, aumento da taxa de fornecimento de água e outros, que diretamente afeta o mercado de trabalho do Polo Industrial de Manaus.

Valdemir acrescentou que as instituições que regulam as cheias no Estado sabiam da enchente recorde de 2012, mas, mesmo assim, não preveniram os agricultores ribeirinhos para plantarem em terras altas. Resultado: a farinha passou a valer ouro nas feiras e mercados de Manaus. Esse quadro, nada animador, faz ele tomar a decisão de não comemorar o Dia do Trabalhador com festa, como estão fazendo as outras centrais sindicais.