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Equipe em atendimento na empresa Digibrás Filial. Foto: Arquivo da Secretaria de Políticas Sociais

Sensibilizar a sociedade e o poder público municipal para construção de novas creches na cidade é uma das metas da Campanha iniciada no último dia 04/11 pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, por meio da Secretaria de Políticas Sociais.

A Campanha começa realizando levantamento sobre a realidade da oferta de vagas em creche do grupo CCE/Lenovo. Em três empresas do grupo, a equipe sob orientação da assistente social, Maitê Figueiredo, constatou que 52 crianças estão na creche;  545 não estão na creche; 47 recebem auxílio-creche e 32 estão em creches particulares mas não recebem o auxílio-creche, que é assegurado por cláusula da CCT.

Maitê Figueiredo explica que a campanha  pretende contribuir para o processo de autonomia dos trabalhadores e trabalhadoras, proporcionando segurança para os pais e para as próprias crianças. “Muitas crianças são mantidas em casa com irmãos, tias, avós e até por pessoas gratificadas para esse serviço”, relata Maitê.

A discussão sobre a creche naquele grupo empresarial começou há vários meses entre a empresa e os diretores Sidney Malaquias, Franciney Guedes e Kátia Cheve.

O primeiro levantamento teve boa aceitação por parte dos trabalhadores e trabalhadoras das empresas do grupo CCE/Lenovo, conforme avaliam os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos. A equipe que faz esse trabalho é formada por uma assistente social e duas estagiárias, além dos dirigentes sindicais que as acompanham.

A campanha prosseguirá até o final de 2014. A direção do Sindicato dos Metalúrgicos pretende atingir 90% das indústrias mas considera que a demanda é muito grande e a cada dia surgem necessidades diferentes.  O direito à creche é assegurado pela Constituição Federal, pela Lei 2.826 de 29 de setembro de 2003 e regido nas categorias abrangidas pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas por Convenção Coletiva. Todas as empresas são obrigadas a cumprir os termos da referida cláusula.

Sindicato dos Metalúrgicos, por J. Rosha