117824_697x437_crop_57335e68ece6fDepois de registrar aumento nos dois primeiros meses do ano, no mês de abril, o custo da cesta básica, em Manaus, praticamente se estabilizou, ficando em R$ 383,72. O valor representa uma alta de apenas 0,58% comparada com o mês anterior, de acordo com pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A capital segue ocupando a 14° colocação no ranking das cestas mais caras, dentre as 27 capitais onde é realizada a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

“Podemos dizer que o custo da cesta básica entrou no período de estabilidade, no mês de abril, depois de ter sofrido um salto nos preços. Acredito que esse movimento dos preços é devido ao aumento ou diminuição da oferta do produto no mercado”, disse o economista e supervisor técnico do Dieese no Amazonas, Inaldo Seixas.

Nesse quadrimestre, o custo da cesta básica, composta por 12 produtos, já acumula uma alta de 4,33%. Em janeiro, a cesta custava R$ 405,72; em fevereiro, R$ 437,86; em março caiu para R$ 381,52; e abril teve uma leve alta para R$ 383,72.

Ao todo, nove produtos apresentaram alta e três tiveram queda nos seus preços, no mês analisado, influenciando o custo total da mesma que ficou (0,58%) mais cara no mês.

Produtos

A banana (13,37%) foi o produto que apresentou maior alta, no mês, seguido da farinha (10,31%), da manteiga (5,88%), do açúcar (5,36%), do arroz (5,02%), do café (4,57%), do feijão (2,24%), do leite (1,84%) e do óleo (1,66 %). O tomate (-11,19 %) foi o produto que apresentou maior queda, no mês, seguido da carne (-2,03 %) e do pão (-1,69 %).

“Persistiram fatores climáticos que afetam negativamente a oferta do produto na capital amazonense. Os preços mudam a cada mês, em sentido contrário.  Se em um mês apresenta alta, no mês seguinte cai. Esse foi o comportamento dos últimos três meses”, explicou Inaldo. No ano, a banana foi o produto que apresentou maior alta, onde a variação acumulada passou de (26,31%), em março, para (43,19%), em abril.

A farinha de mandioca foi o segundo produto da cesta de alimentos de Manaus que mais aumentou de preço no mês e mostrou variação em relação ao mês anterior de (9,48%). O supervisor técnico do Dieese explicou, ainda, que a oferta de mandioca esteve reduzida nos meses anteriores devido ao clima. “Apesar da colheita voltar ao normal, a farinha ainda segue com preço alto no varejo na maioria das capitais do norte e nordeste do País”, disse. No acumulado do ano, apresentou variação de (41,53%).

O açúcar mostrou aumento no valor do quilo em 21 capitais, com taxas que variaram entre 0,28% em Belém e 7,72% em Boa Vista. Em Manaus, teve alta de (5,36%) em relação ao mês anterior. Apesar de a colheita de cana na região Centro-Sul ter começado no início de abril e da redução do preço internacional do açúcar, as cotações no varejo seguiram em alta. Acumula alta de (40,48%) no ano.

O feijão seguiu em alta e 22 capitais mostraram taxas positivas. O quilo do feijão carioquinha – pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e nas cidades de Belo Horizonte e São Paulo – aumentou entre 0,43% em Macapá e 7,98%, em Belo Horizonte.

Em Manaus, a alta do produto foi de (2,24%) em relação ao mês anterior e no ano acumula uma variação positiva de (33,72%). O preço do tomate diminuiu em 22 das 27 capitais, com destaque para Belo Horizonte (-40,48%), Brasília (-30,71%), Rio de Janeiro (-29,50%) e Vitória (-28,06%). As altas aconteceram em João Pessoa (14,67%), Natal (8,92%), Recife (2,02%), Porto Alegre (0,73%) e Maceió (0,27%).

O tomate teve o preço reduzido na maior parte das capitais, apesar de problemas na qualidade do produto e do clima atrasar a colheita.  Em Manaus, o tomate foi o produto que apresentou a maior retração no mês (-11,19%) e acumula queda no ano de (-30,51%).

A alimentação manauara custa R$ 1.151,16

O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 1.151,16, durante o mês de abril.

Esse valor equivale a aproximadamente 1,3 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 880,00. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família era maior e foi de R$ 1.144,56.

Fonte: www.d24.amanhã. com.br