Desde as movimentações geradas no período que antecedeu a aprovação da Reforma Trabalhista, em 2017, entidades sindicais de todo o país vivenciaram um enfraquecimento, tanto no âmbito constitucional quanto no poder de atuação.

Após a aprovação da reforma, chamada por muitos delegados sindicais como “desmonte dos direitos trabalhistas”, as entidades, tanto as que representam trabalhadores quanto as patronais, testemunham no âmbito da pandemia do coronavírus o início do movimento de resgate da valorização da atuação de sindicatos.

O motivo é o aumento da demanda pela intervenção sindical para formalização e negociação de acordos emergenciais durante a crise sanitária.

Nossos trabalhadores são os mais expostos aos riscos econômicos e sociais advindo da pandemia.

Garantia de direitos

Por isso, desde o início da pandemia, sindicatos de diferentes categorias em todo o Brasil têm buscado garantir os direitos dos trabalhadores, dentre eles o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, segundo Valdemir Santana, “foram inúmeros acordos firmados nos últimos meses, visando preservar a saúde dos trabalhadores e garantir o emprego de cada um”, o papel do sindicato tem sido primordial na proteção dos trabalhadores.

Existe ainda a crítica de que sindicato não serve para nada, que não faz nada, o trabalhador não quer pagar (a contribuição sindical), pois acha que não tem importância. Mas, neste momento, os sindicatos foram fundamentais, inclusive propondo as melhores soluções e garantindo os direitos aos trabalhadores.

O sindicato sempre teve importância, só não foi reconhecida em alguns momentos. Mas durante essa crise o trabalhador olhou para o lado e viu quem ficou para defender ele e percebeu que só restou o sindicato.