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Na contramão da crise econômica, fábricas do polo eletroeletrônico já deram o “sinal verde” para novas contratações.

De olho nas demandas de fim de ano, as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) já deram o “sinal verde” para o período de contratações. A estimativa é de que 3 mil vagas fiquem disponíveis para o setor de eletroeletrônicos do parque fabril local.

De acordo como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), Valdemir Santana, as indústrias já iniciaram os processos de seleção. “Qualquer pessoa que estiver apta a trabalhar com a produção de celulares, computadores, condicionador de ar, entre outros itens deste segmento, pode se candidatar aos novos postos de trabalho que estão sendo oferecidos”, destacou. Santana informou ainda que, de julho até agosto, a produção do setor eletroeletrônico no PIM aumentou em torno de 8%. “No segundo semestre, o ritmo das linhas de produção consegue se superar e melhorar os rendimentos”, enfatizou. Por outro lado, o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, não se mostrou otimista e disse que o PIM apresentou uma queda nas produções nos últimos meses. “Não temos nenhuma perspectiva de melhora e nem de novas contratações para atender a época de fim de ano. As fábricas de todos os segmentos estão com produtos em estoque”, disse, ao salientar que não há nenhuma mudança sensível para afirmar que irá ter um crescimento.

Para o executivo, é preciso primeiro resgatar a confiança do consumidor para então falar que vai haver um crescimento na indústria, para então realizar novas contratações. O presidente atribuiu a atual situação do PIM a uma série de equívocos econômicos anteriores e disse que a melhora da produção depende de quem comandará o país nos próximos meses.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a indústria ainda não conseguiu superar a crise econômica, segundo comparações feitas o PIM sofreu uma queda em todos os segmentos. No último ano, considerando o mês de junho, a produção do PIM sofreu uma queda de 18,1%. A redução é a maior do país e sofre influência pela queda de todos os subsetores da indústria da transformação analisado pelo IBGE.

Fonte: Jornal Em Tempo