Funcionários de pelo menos dez empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), estão com sérias dificuldades de atendimento médico nos consultórios do Planos de Saúde Hapvida e Plano de Saúde Samel. A denúncia está sendo feita por centenas de trabalhadores, ao Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas.

Entre os funcionários mal atendidos pela Hapvida em Manaus, estão a Samsung Eletrônica da Amazônia, a LG Eletronics do Brasil, Moto Honda da Amazônia, Elgin Industrial da Amazônia Ltda, que reúnem algo em torno de 12 mil segurados pelo plano, sofrem os mesmos problemas, mas pelo plano de saúde da Samel.

 

Diretoria de Saúde Sindical

De acordo com o diretor de Saúde do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Sidney Silva, os trabalhadores tem procurado a unidade de atendimento em Manaus, nos postos da João Valério, mas sempre tem algum tipo de desculpa para o médico não atender os trabalhadores como deveria.

Na maioria dos casos, o agendamento das consultas demoram de dois a três meses. “É muita antecedência para uma pessoa que está doente, além do que, estão cobrando uma taxa extra de R$ 30,00 e, mesmo assim, o médico ou, não comparece ao local ou, passa só uma vista no paciente e despacha”, disse Sidney.

A maioria da procura por tratamento é de Lesão por Esforço Repetitivo (LER), que gera muita dor e desconforto, além de sintomas como fraqueza muscular. “Esse é um caso típico nas indústrias do Estado, mas eles tem dado pouca importância. Não se importam com a saúde do trabalhador como deveriam”, destaca.

Fila de espera para atendimento na Hapvida chega a três meses – foto: divulgação

O jurídico do Sindicato dos Metalúrgicos está com ação pronta para ser apresentada ao Conselho Estadual de Saúde (CES/AM), para que as medidas punitivas sejam tomadas com rigor, antecipou o presidente do Sindicato, Valdemir Santana.

“Eles querem dar uma de espertos, fazem planos com 15% de reajuste, para amarrarem os trabalhadores e as empresas por dois anos. Mas o Sindicato está com ação pronta para ser apresentada ao Conselho Estadual de Saúde (CES/AM), para que as medidas punitivas sejam tomadas com rigor”, antecipou.

Valdemir disse ainda, que se nenhuma solução for dada ao caso, o Sindicato vai  paralisar as empresas até que a Hapvida e a Samel  resolvam o problema de atendimento à Saúde ou libere ou revogue o plano de saúde para que o Trabalhador procure outro melhor.

Hapvida

Até o fechamento desta matéria, a assessoria de comunicação da Hapvida em Manaus, não se manifestou. Fizemos contato por telefone e por WhatsApp, no número (92) 99482.9xxx, mas não obtivemos resposta. As direções das fábricas também não se manifestaram.

Fonte: Correio da Amazônia