Industria 2

As expectativas dos empresários brasileiros para os próximos seis meses continuam melhorando. O índice de expectativa sobre a demanda alcançou 55 pontos neste mês, o maior valor desde agosto de 2014. O indicador de perspectivas para as compras de matérias-primas subiu para 51,9 pontos e o de quantidade exportada também ficou em 51,9 pontos, indicando que os industriais esperam a melhora das condições da economia nos próximos seis meses, informa a Sondagem Industrial, divulgada nesta sexta-feira (19), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão acima de 50 pontos revelam perspectivas otimistas.

“Embora a atuação da indústria continue delicada, os empresários estão cada vez mais confiantes de que iremos superar a crise, apostando que, após a confirmação do presidente Temer na Presidência da Republica, o governo começará a implementar as reformas que o país precisa”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

De acordo com a Sondagem Industrial, o índice de expectativas sobre o número de empregados continua abaixo da linha divisória dos 50 pontos. O indicador aumentou 1,5 ponto em relação a julho e alcançou 47,8 pontos em agosto. Isso mostra perspectiva de queda no ritmo de redução do número de empregados, diz a pesquisa.

PRODUÇÃO E EMPREGO – Mesmo com a desaceleração do ritmo de queda da produção e do emprego, o desempenho da indústria em julho continua fraco. O índice de evolução da produção industrial ficou em 46,6 pontos. Embora ainda esteja abaixo dos 50 pontos, o que indica que a produção caiu de junho para julho, o indicador é superior aos 44 pontos registrados em julho de 2015.

O indicador de número de empregados em julho foi de 45,1 pontos, praticamente igual ao de junho. Como está abaixo dos 50 pontos, indica que ocorreram mais demissões na indústria. “Ressalte-se, contudo, que o índice mostra tendência de aumento desde fevereiro de 2016 e acumula crescimento de 3,7 pontos no período. Ou seja, o ritmo de queda do número de empregados está se reduzindo”, informa a CNI.

Além disso, o nível de utilização da capacidade instalada aumentou um ponto percentual na comparação com junho e alcançou 65%. Com a ociosidade alta, a disposição dos empresários para investir nos próximos seis meses continua baixa. O índice de intenção de investimentos ficou em 42 pontos.  “Embora seja o maior valor do ano, o índice encontra-se 5,9 pontos abaixo da sua média histórica, que é de 47,9 pontos”, observa a pesquisa. O indicador de intenção de investimento varia de zero a cem, quanto maior o índice, maior é a propensão da indústria para investir.

Esta edição da Sondagem Industrial foi feita entre 1º e 11 de agosto com 2.532 empresas. Destas, 1.044 são pequenas, 914 são médias e 574 são de grande porte.

Fonte: Agência CNI de Notícias