Os metalúrgicos e metalúrgicas da unidade da Suzuki, de Manaus, entraram em greve na última sexta-feira (28), reivindicando melhores condições de trabalho. Nesta segunda (31), eles estão aguardando, no pátio da montadora, a direção da empresa chamar para negociar.

A paralisação é apoiada pela direção do Sindicato dos Metalúrgicos, que exige negociação com a direção da montadora. Segundo eles, apesar dos lucros registrado pelo Polo Industrial de Manaus, que tem faturamento recorde, a Susuki desrespeita os trabalhadores e cortou até o almoço em represália contra a mobilização.

Pauta de reivindicações

A categoria luta em defesa do Plano de saúde, Equipamento de Proteção Individual (EPI), alimentação de qualidade, ambulância e o pagamento completo da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) de 2021. Além disso, os metalúrgicos denunciam o desvio de função dos trabalhadores, que vão para outras áreas mantendo os salários menores.

Os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM) foram chamados pelos trabalhadores e estão apoiando a categoria na luta por direitos. No primeiro dia da paralisação, a empresa fechou o restaurante, dispensou o pessoal da cozinha e o sindicato entregou marmitas para os trabalhadores como alternativa para não passarem fome.

Ameaça não resolve

Segundo o presidente do Sindmetal, Valdemir Santana, representantes da empresa disseram que vão convencer o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-AM) da 1ª Região a pôr fim na greve e mandar todo mundo voltar ao trabalho a força.

O diretor disse, em reportagem para o Correio da Amazônia, que não adianta a “dona” do RH e a advogada da empresa tentarem intimidar os trabalhadores e a diretoria do sindicato que não vai resolver nada. “O que eles têm que fazer é pagar o que devem para seus funcionários”.

Bastidores da greve

A diretora do Sindmetal-AM e 1ª vice-presidenta da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, Cátia Cheve, que está acompanhado a paralisação dos trabalhadores, disse que a categoria entra na empresa, bate o cartão e fica na porta da Suzuki para cobrar uma posição da empresa.

“Na sexta-feira a categoria nos chamou e desde então estamos aqui juntos com eles nesta luta. Os trabalhadores afirmam que a empresa não cumpriu o acordo de pagar a PLR de R$ 800 e ainda quer que a categoria assine um documento para diminuir o valor do benefício sendo que Suframa [Superintendência da Zona Franca de Manaus] anunciou faturamento recorde no PIM [Polo Industrial do Amazonas]”, afirmou.

Segundo ela, a categoria também reivindica um ambulatório e ambulância para atender os inúmeros casos de trabalhadores que adoecem sem atendimento adequado, além da péssima alimentação, falta de EPI e outros descasos da empresa.

“Os trabalhadores andam com roupas rasgadas e desgastadas pelo tempo de uso e estão sem equipamento de proteção há meses. Não vamos permitir que a empresa continue explorando a categoria. A greve só termina quando nos chamarem para melhorar a condição de trabalho das metalúrgicas e dos metalúrgicos da Suzuki”, finalizou.

 

FONTE: MUNDO SINDICAL