“Nós queremos também maior compromisso com as empresas no que diz respeito à saúde dos trabalhadores", Valdemir Santana

Por mais emprego, melhores condições de trabalho e ampliação dos benefícios econômicos e sociais”. Este é o tema central da Campanha Salarial dos Metalúrgicos que se iniciará oficialmente no próximo dia 06 de junho, a partir das 17 horas e 30 minutos, com a realização de Assembleia Geral para discussão e aprovação da pauta de reivindicações que será encaminhada aos sindicatos patronais. Os trabalhadores desse Polo querem reajuste salarial, aumento real, creche, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), dentre outras reivindicações.

Os trabalhadores dos Polos Metalúrgico, eletroeletrônico, duas rodas e da construção naval tem sido bem sucedidos nos últimos anos nas negociações com os empresários. “Nós temos conseguido manter o poder aquisitivo da categoria ao assegurar a reposição das perdas inflacionárias além de um percentual a título de aumento real”, explica Valdemir Santana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas. “A cada ano, nós temos que discutir com os empresários a questão econômica para manter o poder de compra dos salários”, explica Santana.

Ele se ampara em dois eventos para justificar os pleitos dos trabalhadores: o aumento dos preços dos produtos da cesta básica e o faturamento das empresas do setor. As empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) obtiveram um faturamento de R$ 6,26 bilhões em março. Isso representa 10,16% de aumento em relação ao mês de fevereiro e 2,87% se comparado com março de 2012. Em um ano, o valor do faturamento alcança a cifra de R$ 17,30 bilhões. Esses dados foram divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa.

No mesmo passo do faturamento, o preço da cesta básica de Manaus aumentou em  3,39% no mês de abril se comparado com março deste ano, de acordo com levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese). A cesta básica de Manaus é a segunda mais cara do país, custando ao trabalhador(a) o valor R$ 339,64. Em março esse valor era de  R$ 328,49 e naquele mês era a terceira mais cara do país.

“Nós queremos também maior compromisso com as empresas no que diz respeito à saúde dos trabalhadores. As doenças ocupacionais vem afetando um número cada vez maior de trabalhadores e nós queremos o compromisso dos empresários com a redução das doenças e dos acidentes de trabalho”, diz Valdemir Santana. (José Rosha)