“O problema são os piratas da indústria naval, que se instalam nos beiradões para construir embarcações de pequeno porte, sem segurança”, adverte Edvaldo.

O diretor sindical Edvaldo Oliveira, que responde pela área naval do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas – Sindimetal, presenciou em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no 40º Debate da Indústria Naval do Brasil, o quanto o Amazonas precisa crescer nessa área.

Edvaldo disse que o polo naval daquela região emprega mais de 18 mil trabalhadores com carteira assinada, enquanto o Amazonas registra menos de seis mil trabalhadores, sendo que a muito deles na informalidade.

Mesmo com o Sindicato combatendo essa prática na indústria naval do Amazonas, juntamente com a Superintendência Regional do Trabalho – SRT, os pequenos estaleiros insistem em manter trabalhadores irregularmente. A informalidade, no entanto, não é vista com tanta frequência nos grandes estaleiros do Estado.

“O problema são os piratas da indústria naval, que se instalam nos beiradões para construir embarcações de pequeno porte, sem segurança”, adverte Edvaldo. Ele cita ainda os riscos da construção de embarcações que colocam em risco a vida dos usuários e dos trabalhadores, por falta de fiscalização dos órgãos do governo, nesse setor.

O Sindicato não pretende acabar com os empregos do polo naval, mas garantir que os trabalhadores sejam registrados em carteira, sair da ilegalidade e do perigo de acidente sem garantias da legislação trabalhista do Brasil. “Edvaldo cita também, a falta de cumprimento da NR 34 e da Convenção Coletiva de Trabalho – CCT, que garante direitos, salários e saúde aos trabalhadores do polo”.

O diretor sindical garante que o desenvolvimento do Polo Naval do Amazonas, pode ser a principal economia do Estado, desde que ela seja feita dentro das normas estabelecidas pela Lei Ambiental e trabalhista.