A rotatividade nos postos de trabalho do Polo Industrial de Manaus – PIM, tem causado distorções nos registros das principais instituições que controlam a movimentação de trabalhadores nas indústrias do Amazonas e levado presidentes dos principais sindicatos do Estado (trabalhista e patronal) rever dados e descobrir porque o número de trabalhadores empregados no PIM continuam os 123 mil, igual ao início do ano, mesmo com o registro de 21 mil trabalhadores demitidos, conforme foi amplamente noticiado pela imprensa local.
O alerta dado pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, aponta que nada justificava o registro de 19.759 homologações de rescisões contratuais, a não ser a forte rotatividade na contratação de pessoal técnico e não técnico entre as empresa do PIM. “As homologações de rescisões contratuais foram, de fato, registradas no Sindicato dos Metalúrgicos, mas, em contrapartida, as contratações não passam pelo mesmo setor. Ou seja, o Sindicato não tem o controle das contratações, só das demissões”, acentuou o presidente do Sindicato laboral.
Valdemir disse que o aumento real das demissões de janeiro a novembro de 2012 é de 9% e não 26%, conforme noticiado. Para ele, a rotatividade é igual à redução de salários. “A Sansung demitiu 26% do seu efetivo, mas contratou o mesmo percentual com redução da base salarial. A CCE vendeu seus ativos, dispensou o seus trabalhadores e a nova empresa recontratou os mesmos funcionários”, destacou. Outro fenômeno observado para justificar o número elevado de rescisões contratuais é a “compra do passe do trabalhador”. Nesse caso, praticado com trabalhadores técnicos especializados.
Na opinião do presidente, o Polo de Duas Rodas de Manaus deus sinais de recuperação e que não vai mais demitir. O eletroeletrônico está estável, mas com rotatividade maior do que o de duas rodas. Entretanto, Valdemir pede maior rigor do Governo do Estado e do Ministério Público, na fiscalização das empresas, que, sabidamente, estão fazendo os trabalhadores de cobaias, com redução dos seus salários. “Eles demitem um funcionário que ganha R$ 2 mil para contratar outro por R$ 1 mil”, aponta.

Valdemir Santana pede maior rigor do Governo do Estado e do Ministério Público na fiscalização das empresas que estão fazendo os trabalhadores de cobaias e submetendo-os à redução de salários.