Foto: J. Rosha

Foto: J. Rosha

Mais de 60 mil ocorrências foram registradas em todo o Amazonas por ameaças, vias de fato, lesão corporal e outras violências contra mulheres em 2013, de acordo com números levantados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Esse quadro revela o quanto as mulheres continuam sofrendo por falta de iniciativas do Estado e Municípios para viabilizar as medidas protetivas asseguradas pela 11.340/06 (Lei Maria da Penha), contra a violência doméstica e familiar.

Na manhã desta sexta-feira (28), no cruzamento das avenidas Sete de Setembro e Eduardo Ribeiro, a CUT promoveu manifestação para sensibilizar as trabalhadoras e trabalhadoras da necessidade de prosseguir na luta por melhoria no atendimento às vítimas da violência doméstica e familiar. “A existência da Lei, em si, não basta, não vai parar os crimes contra as mulheres. O Poder Público precisa adotar as medidas nessárias para proteger as cidadãs”, reclamou a Secretária de Mulheres da CUT, Ana Isabel Guimarães.

Na manifestação, as dirigentes e militantes de vários sindicatos filiados àquela Central chamaram a atenção para o fato de que o Estado do Amazonas estava entre os primeiros em números de violência contra mulheres. Os manifestantes denunciam a  falta de estrutura e de capacitação dos servidores da Polícia responsáveis pelo atendimento às mulheres. “Para a efetiva proteção às vítimas da violência é preciso mais do que a Delegacia de Crimes Contra a Mulher e as duas varas da Justiça que tendem esses casos”, disse Guimarães. As Varas da Justiça a que ela se refere ficam na Grande Circular (Zona Leste) e no bairro de Educandos (Zona Centro-Sul).

SAÚDE

A manifestação promovida pela CUT e sindicatos filiados também chama atenção para dois aspectos da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras: o alto índice de doenças ocupacionais, causadas pelo tipo de atividade exercida no local de trabalho, como também a elevada incidência de câncer de mama de de colo uterino.

A Secretária de Mulheres da CUT critica a lentidão dos órgãos de saúde do Estado e Municípios no atendimento à saúde: “para ter acesso a uma consulta a cidadã ou o cidadão tem de esperar vários dias. Quando se trata de exames, então, a demora é ainda maior. Chega a levar mais de um ano para atendimento. Nesse tempo, o quadro de saúde piora e leva até a morte se a doença for grave”, enfatizou Guimarães.

Para esclarecer as trabalhadoras sobre as causas e o tratamento de câncer de mama e de colo uterino, diretores do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal) estão promovendo palestras nas fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM). No próximo dia 07/03, às 18 horas, será realizada atividade alusiva ao Dia Internacional das Mulheres no Sindicato dos Metalúrgicos.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, por J. Rosha