Na cidade de Milão, Itália, no dia de hoje acontece um grande ato convocado pela organização Friday For The Future em defesa da Amazônia. Nos últimos meses, em vários países as organizações da sociedade civil se mobilizam em protesto contra o governo de Jair Bolsonaro pela destruição ambiental que ele tem incentivado.

Para os trabalhadores do Polo Industrial de Manaus isso tem um significado muito importante. Compreender o que acontece, atualmente, na região é o primeiro passo para entendermos o futuro que teremos pela frente se não houver um esforço de preservação a Amazônia e seus recursos naturais.

Durante muitos anos, a Zona Franca de Manaus teve papel importante na manutenção da floresta. Desde de que Bolsonaro assumiu, porém, tem aumentado as queimadas e a derrubada de grandes áreas de floresta. Ao contrário do que o presidente e seus ministros querem fazer crer, a devastação não resulta em desenvolvimento. O resultado disso será concentração de terra nas mãos de poucos proprietários, empobrecimento da população regional e acirramento de conflitos por causa da posse da terra.

De que forma isso nos afeta? Uma das consequências da expulsão de pessoas do interior para a cidade será o “inchaço” das periferias e os problemas sociais decorrentes da falta de políticas públicas para essa parte da população. Vai faltar emprego, aumentar o subemprego e possivelmente elevar os índices de violência urbana.

Por trás do discurso bolsonarista, que incentiva invasões, queimadas, desmatamento, grilagem e outras práticas ilegais, estão grandes companhias estrangeiras interessadas em explorar os recursos naturais, como minérios, madeira, água e biodiversidade. Muitas dessas companhias já estão em franca atividade nos municípios. As ações desses grupos impactam diretamente na subsistência das populações do interior, destruindo espécies de plantas, causando extinção de animais, redução de animais de caça e pesca.

Projeções de alguns pesquisadores indicam que até 2050 a Amazônia terá somente cerca de 20 por cento de floresta. Mas não são apenas as árvores que morrerão: igarapés, rios e outros cursos d’água indispensável para a reprodução e continuidade da vida estão ameaçados.

Por todas essas ameaças, a solidariedade internacional para com os povos da Amazônia é imprescindível para todos nós.  Manter a Zona Franca de Manaus significa muito mais do que manter empregos: é garantia de vida para as gerações de hoje e do futuro.

J.Rosha