A Samsung da Amazônia baixou a guarda e chamou a direção do Sindicato dos Metalúrgicos para conversar e, tentar resolver de forma racional, as pendências relativas ao regime de trabalho semiescravo, com trabalhadores mal pagos e os terceirizados de salário mínimo.

A informação é do presidente sindical, Valdemir Santana, que vê progresso nas negociações com a empresa coreana.

Já a fábrica japonesa, Moto Honda da Amazônia, ela está agindo na contramão da mesa de negociação com o Sindicato da categoria. De acordo com Valdemir, a Honda insiste em continuar ‘surrupiando’ parte do 13º salário dos seus trabalhadores, como se isto não fosse um crime e contra as Leis do Trabalho.

O presidente dos Metalúrgicos disse que continua insistindo com o pedido de reunião com os ‘mandas-chuvas do RH’ da Honda. Ele prefere resolver pelas vias do diálogo, mas se caso não aceitarem, continua a decisão de paralização da fábrica. “Vai depender deles”, avisa Santana.

 

Demitido na fisioterapia

Sobre a exploração dos trabalhadores em várias fábricas do Distrito Industrial, no Amazonas, um trabalhador por nome de Gilbert, entrou em contato com o Portal Correio da Amazônia, para dizer que a Philco o demitiu em meio ao tratamento de fisioterapia. Ele teve problemas de saúde por causa dos movimentos repetitivos.

“Chamem a Philco também. Eu fui demitido da empresa enquanto eu fazia o tratamento de fisioterapia, estou até hoje com dedo em gatilho e lá o funcionário é obrigado a trabalhar com as ferramentas inadequadas para o serviço e assim eu adoeci”, lamentou Gilbert.

As 10 piores empresas

Valdemir Santana disse que vai entregar a relação das 10 piores empresas à mídia do Amazonas. Segundo ele, no período mais grave da pandemia do Covid-19, as empresas aproveitaram para precarizar ainda mais as relações de trabalho.

O sindicalista garante que os trabalhadores estão adoecendo e que o Sindicato da categoria não pode aceitar, nem que tenha que recorrer às paralisações. “As piores fábricas, são as que mais lucram e as que mais incentivos recebem do governo para operar no Estado”, aponta.

FONTE: CORREIO DA AMAZÔNIA