Mais de 500 trabalhadores da Samsung da Amazônia terminaram de ser enganados pela direção da empresa no Distrito Industrial em Manaus. Assim como em 2021, quando não foram pagos a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), de 600 trabalhadores, este ano eles voltaram a dar ‘passar as pernas’ em centenas de pais de família.

“Os coreanos da Samsung, além de não cumprirem os acordos e ganhos dos seus funcionários, ainda demitiram sem pagar a PLR dos trabalhadores de empresas agregadas”, acentuou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e da CUT-Amazonas, Valdemir Santana.

Alto faturamento

Valdemir lamenta que uma empresa que tenha faturado R$ 25 bilhões, em 2022, tenha o disparate de sonegar míseros R$ 2,5 mil em média, aos funcionários. “Consideramos isso uma sonegação ao sistema amparado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), no Brasil”, destaca.

Por outro lado, o sindicalista diz que não dá mais para conviver com as “mentiras dos coreanos”, que dirigem a Samsung no Brasil. De acordo com ele, o Sindicato só vê uma solução para o caso: parar a empresa até que eles, os coreanos, paguem os trabalhadores.

Em 2021, o Sindicato foi à justiça exigir que a Samsung cumprisse a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Na ocasião, a direção da empresa confirmou que este ano estaria tudo conforme o acordo coletivo.

Mentira

Além de não pagar, ainda demitiram os trabalhadores das terceirizadas que não fizeram acordo para a mão de obra temporária, como também, praticaram desvio de função com os trabalhadores, que foram direcionados para a embalagem.

Paralisação

Diante do quadro de mentiras, massacre de trabalhadores, desvio de função e nenhuma resposta dos diretores coreanos da Samsung, o Sindicato está tomando a decisão de parar a fabrica até que eles respeitem os trabalhadores amazonenses.

Da mesma forma, o Sindicato vem lutando contra as decisões absurdas do governo federal em relação à Zona Franca de Manaus (ZFM). “Já temos problemas demais para resolver com as decisões estapafúrdias do presidente do Brasil e, não vai ser uma turma de coreanos que vem cantar de galo no nosso quintal”, avisa Valdemir Santana.

Fonte: Correio da Amazônia