Diante dos vários problemas enfrentados ao longo do ano de 2015, com relação a má alimentação e planos de saúde oferecidos por algumas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM) elegeu a Saúde e a Alimentação do trabalhador como uma das principais bandeiras de lutas para 2016.

De acordo com o dirigente sindical, Sidney Malaquias, a direção do sindicato observou que alguns casos de doenças dos trabalhadores esteve relacionado a má alimentação. “Tivemos casos de infecção alimentar em várias empresas, além de comprovarmos que algumas descumprem o Plano de Alimentação do Trabalhador, o PAT, que garante um cardápio balanceado”, relatou Malaquias.

O presidente do Sindmetal-AM, Valdemir Santana, informou que o embora as empresas não aceitem, o sindicato e os trabalhadores vão interferir na troca das empresas de fornecimento de alimentação.

Ele explicou que o artigo 19, da Lei de Incentivo Fiscal n. 2.826, garante ao trabalhador que as empresas beneficiadas com incentivos fiscais mantenham programas de benefícios sociais para os seus empregados, especialmente, nas áreas de alimentação, saúde, lazer, educação, transporte e creche a preços subsidiados.

Santana destacou que além do Estado, o trabalhador também paga pela alimentação, e que por esse motivo é justo ouvir os trabalhadores quanto ao serviço oferecido. “Na nossa Convenção Coletiva de Trabalho ficou estabelecido que o trabalhador pague uma taxa simbólica pela alimentação. Por isso, as empresas não podem decidir sozinhas pela escolha desse serviço, tem que realizar assembleia com os trabalhadores e o sindicato”, salientou.

Na Caloi

Segundo Malaquias, a Caloi está trocando a empresa que fornece alimentação sem ter realizado assembleia para ouvir os trabalhadores. “A empresa esperou os trabalhadores entrarem de férias para trocar a cozinha. Ela não pode fazer isso, tem que esperar os trabalhadores voltarem das férias e fazer a assembleia junto com o sindicato”.

O dirigente sindical informou que o sindicato vai parar a Caloi caso ela continue com a troca da cozinha e avisou: “Qualquer empresa que queira trocar os serviços de alimentação e plano de saúde tem que fazer assembleia com os trabalhadores e o sindicato”.

Compromisso com a saúde do trabalhador em 2016

O presidente do sindicato reafirmou o compromisso com a saúde do trabalhador para 2016. “As empresas que estão descumprindo a legislação, fazendo viradões sem respeitar o descanso de 11 horas de uma jornada para outra terão que se explicar na justiça do trabalho”.

De acordo com dados do sindicato, além das demissões de trabalhadores com doenças ocupacionais como LER e Tendinite, o sindicato também tem registrado casos de pressão psicológica e síndrome do pânico. “Esses casos também serão tratados pelo setor jurídico do sindicato”, declarou o presidente.