No dia 17 de novembro aconteceu na sede do SINDMETAL/AM o décimo debate que integra um projeto que percorre os estados brasileiros para diagnosticar os problemas da indústria brasileira através dos recortes regionais, realizado em parceria com a SASK (Centro de Solidariedade Sindical da Finlândia) e IndustriALL Global Union, com o apoio do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que são responsáveis para apresentar os panoramas da indústria brasileira com os recortes regionais de cada estado. Participam do seminário trabalhadoras e trabalhadores de todas categorias abrangidas pela indústria metalúrgica e demais associados a Confederação Nacional Metalúrgica (CNM).

Assim como Santa Catarina, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, Curitiba e Minas Gerais já fizeram este debate, chegou a vez do amazonas discutir o tema.

Conduzido pelo presidente da IndustriALL-Brasil, Aroaldo Silva e pelo secretário-geral da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Loricardo Oliveira a atividade seguiu toda a programação enfatizando que a indústria é uma matriz econômica, tecnológica e social. Os trabalhadores precisam se apropriar desse debate e discutir o futuro da indústria do país junto aos seus sindicatos, o projeto almeja a convergência buscando alternativas para manter o setor forte, moderno e preparado para as transformações tecnológicas e levando em conta a questão ambiental, só assim, poderemos garantir os empregos e a qualidade de vida dos trabalhadores.

Para Valdemir Santana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, a discursão é de fundamental importância, vez essa que os produtos saem aqui da região e cruzam as fronteiras levando os produtos, fabricados aqui para todo o mundo. Valdemir reforça que as transformações tecnológicas e a inovação da indústria está em um ponto de inflexão nessa transição do governo e mostra-se otimista, ou seja, em breve grandes indústrias voltarão a investir na Zona Franca de Manaus (ZFM) e o povo do Amazonas vai usufruir dos avanços que consequentemente ocasionará aumento na produtividade e maior crescimento econômico para a região.

É hora do país voltar sua atenção para a ZFM que durante os últimos quatro anos sofreu seguidos ataques daqueles que eram para proteger e resguardar os postos de trabalho dos mais de 17 mil empregados no pólo industrial. Por isso lutamos por políticas públicas estimuladoras, da iniciativa privada que são urgentes e necessárias. Esses assuntos, em sua relevância tem como objetivo de fazer o Brasil crescer e melhorar seus indicadores sociais.” Afirnou Santana.