Empresa que fatura mais de R$ 3 Bilhões por ano, recebe mais de R$ 150 Milhões de P&D que seriam para desenvolver projetos para a sociedade, explora seus trabalhadores até a última gota de sangue. É o que diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana.

Para completar, diz o sindicalista, o atual gerente coreano da Samsung, Clark Choi, o mesmo que foi enviado da Coréia para negociar com o Sindicato da categoria em São Paulo, está ordenando os trabalhadores as trabalharem à noite, após o expediente normal, para pintarem as paredes da fábrica.

Valdemir diz que é para o ‘banco de horas’, sem acordo com o Sindicato. “Tem trabalhadores na sessão de máquinas automáticas, sessão de plásticos, que passam até 06 horas sem se alimentarem e sem ir ao banheiro, muitos deles estão ficando doentes”, aponta Santana.

O sindicalista também diz que outra prática da direção da Samsung, é demitir as pessoas que volta da licença para tratamento de doenças, código 31, adquiridas dentro da fábrica. “É a que mais fatura, a que mais recebe benefícios e a que mais massacra os trabalhadores”, afirma.

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Defensores remunerados

O Sindicato dos Metalúrgicos afirma que existe uma lista de defensores da empresa. Talvez, eles sejam remunerados para fazer a defesa de uma empresa que massacra a mão-de-obra barata no Polo Industrial de Manaus (PIM). Mas todos esses casos, segundo o presidente do Sindicato, estão sendo denunciados no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no Ministério Público do Trabalho (MPT) e em outros órgãos fiscalizadores do Estado.

O que Valdemir Santana quer, é que ‘carrasco Clark Choi’, seja mandado de volta para a Coréia, para massacrar os trabalhadores do país dele e, que venha outro menos carrasco para a empresa que opera no Amazonas “mandaram um embora e deixaram esse Clark fazendo atrocidades aqui. Se eles querem medir forças com o Sindicato, vamos aceitar o desafio e resolver os problemas que estão acontecendo na Samsung, na justiça”, finalizou.

Resposta da Samsung

Perguntado se havia trabalhadores da Samsung pintando paredes depois do expediente normal, o diretor de comunicação e RH, David Vital, disse que “claro que não”. Disse também, que a Samsung não faz banco de horas para trabalhadores do processo produtivo.

David afirmou ainda, que não houve pintura em paredes. “Os trabalhadores apenas estavam fazendo organização do posto de trabalho”.

No entanto, não especificou que tipo de organização foi feita nos horários pós-expediente.

 

Fonte: Correio da Amazônia