Manaus, 28 de agosto de 2012 – “Não podemos correr riscos de perder 117 mil empregos diretos e mais de 480 empresas do Polo Industrial de Manaus – PIM, que sustentam o projeto Zona Franca de Manaus – ZFM e o progresso do Amazonas”, com essa frase o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana sustentou o repudio dos movimentos sociais e sindicais a toda e qualquer tentativa de desestabilização do modelo econômico projetado para essa região, o único que deu certo no governo militar.
O mais recente e perigoso ataque paulista à ZFM foi ajuizado na semana passada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade – Adin, no Supremo Tribunal Federal – STF, alegando que o Artigo 15 da Lei Complementar 24/1975 é anterior à Constituição Federal de 1988 e, por conta disso, o Estado do Amazonas não pode usá-la para conceder incentivos de até 100% de ICMS à empresas instaladas no PIM.
Valdemir disse que os benefícios atraem os investimentos, os empregos e a riqueza para o Estado. Sem os incentivos, seria o desmonte do Pólo Industrial de Manaus, com empresas indo todas embora do Amazonas e milhares de trabalhadores ficando sem empregos e sem salários para sustentar suas famílias. “Será o fim dos empregos, dos salários, do comércio, do progresso de Manaus e dos municípios do Estado”, sustenta Santana.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e da CUT-AM disse que os trabalhadores não estão alheios aos ataques que afetam diretamente a eles e, que sempre vão lutar para evitar o pior.

Se passar a ADIN, as empresas não mais investiriam no Amazonas