A programação deste 1° de maio feita pela Central Única dos Trabalhadores do Amazonas (CUT-AM), destacou a resistência, a luta e solidariedade pelas perdas dos milhares de postos de trabalho na Indústria do Estado ao longo do ano de 2021, a necessidade da vacinação, a comida no prato dos amazonenses e a luta pelo fim da pandemia do Covid-19, que está matando pessoas às centenas.

Durante a comemoração restrita por causa da pandemia, o presidente da CUT, Valdemir Santana, disse que o trabalhador do Amazonas não tem o que comemorar. Hoje o Polo Industrial de Manaus (PIM) registra menos de 70 mil postos de trabalho, em contraste com 2015, quando as indústrias do Estado empregavam algo em torno de 135 mil trabalhadores e, para complicar ainda mais, o presidente da República, mandou o ministro da Economia, impedir a transferência de linhas de montagem de São Paulo para o Amazonas, um dia depois de ele ser “agraciado” com título de cidadão do Amazonas.

Ataques sistemáticos

O Amazonas, segundo Valdemir Santana é atacado sistematicamente pelo governo Bolsonaro. “Esse governo quer acabar com a Zona Franca de Manaus (ZFM), quer acabar com os empregos e ainda tem deputado que apoia um governo desse. O deputado que deu título ao presidente que está destruindo as florestas, que tira direito de trabalhadores, que quer esvaziar o PIM, deveria ter mais respeito com os seus eleitores e aos amazonenses”, assevera Valdemir Santana.

“Para complicar ainda mais a situação dos empregos, o Governo Federal, retirou incentivos fiscais, impediu a indústria LG Eletronics de transferir empregos para o Amazonas, cortou o Auxílio Emergencial de R$ 600, não facilitou a compra de vacina tanto pelas indústrias, comércio quanto pelo Governo Estadual, não vacinou a classe produtiva do Estado e vem insistentemente tentando ‘entregar as empresas lucrativas’ pelo sistema de privatizações desnecessárias”, apontou Santana.

Governo perde para o vírus

O Brasil está perdendo para o vírus, com algo em torno de 400 mil pessoas mortas. No Amazonas, a população passou pela tragédia da falta de oxigênio, falta de leitos na UTIs, falta de respiradores, tudo porque o Ministério da Saúde se omitiu na condução da pandemia em todo o Brasil.

Certos de que vivem um dos piores governos da história do País, os trabalhadores do Estado do Amazonas sabem que precisam lutar para não sofrer o reajuste quase que diário dos alimentos, do botijão de gás de cozinha, dos combustíveis (gasolina-óleo diesel) e o fim da miséria e da fome que voltou para milhões de famílias pelo País.

O 1° de Maio de Resistência Luta e Solidariedade

A programação do dia 1º de Maio, realizada pela CUT-AM, incluiu a distribuição de cestas básicas em Manaus e nos municípios da região metropolitana.

“Mais uma vez, a CUT Amazonas, juntamente com seus sindicatos filiados e federações, promovem ações de solidariedade para arrecadação de alimentos não perecíveis a serem entregues para entidades que desenvolvem trabalhos sociais na capital e nas regiões metropolitanas”, acentuou Valdemir.

O objetivo das entidades sindicais foi a entrega das cestas básicas às famílias em situação de vulnerabilidade social de cada região. O ato aconteceu no final da manhã de hoje (1° de Maio), ou seja, ‘Comida no Prato, Vacina no Braço e luta para que a classe trabalhadora seja reconhecida como a força que sustenta a economia do País’.

Fonte: Correio da Amazônia