Milhares de pessoas, portando cartazes e faixas repudiando o autoritarismo e o racismo e, com muita propriedade, usando máscaras, marcharam pela Avenida Djalma Batista na tarde de terça-feira, 02/06. A multidão somava-se a outros movimentos pelo Brasil que defende o regime democrático e repudiam as atitudes do atual presidente da República que com frequência insinua que pretende adotar um regime autoritário como forma de acobertar possíveis crimes envolvendo membros de sua família.

No domingo, 31/05, em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília torcedores de grandes clubes brasileiros e movimentos organizados da sociedade civil realizaram atos em defesa da democracia e rejeitando com veemência toda tentativa de instalar um regime ditatorial no Brasil. As manifestações ocorreram ainda dentro do período de isolamento social e quarenta adotados pelos governos como forma de evitar o aumento de casos do Covid-19, doença que já matou mais de 30 mil pessoas em todo o Brasil e que é tratada de forma banal pelo presidente da República.

O movimento que tomou conta da Avenida Djalma Batista iniciou por volta das 13 horas e foi acompanhado o tempo todo pela Polícia Militar. Apesar do contingente exagerado de PMs, não foi registrado conflitos como os acontecidos nas outras capitais. Apenas um incidente sem maiores consequências foi registrado quando um motorista que ostentava uma bandeira brasileira e outra em apoio ao presidente tentou desafiar os manifestantes.

O movimento tende a crescer nos próximos dias. Com o afrouxamento das medidas de isolamento social os dirigentes e membros das organizações preveem maior adesão ao movimento. Nas redes sociais vem ganhando força a narrativa em favor da democracia e contra as atitudes fascistas de grupos pró-governos – demonstradas nos atos em que foram largamente utilizados slogans e símbolos nazifascistas.

J. ROSHA