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Após alguns meses de expressivas e seguidas demissões, empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) reaquecem a produção e voltam a contratar trabalhadores. Conforme o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), as admissões iniciaram neste mês e devem acontecer até o mês de setembro com a contratação de cerca de três mil pessoas. Os colaboradores devem atender a produção prevista para o final de ano. A retomada fabril abrange os segmentos eletroeletrônico e de ar-condicionados.

De acordo com o presidente do Sindmetal-AM, Valdemir Santana, neste mês algumas fabricantes voltaram a ofertar vagas de trabalho. Ele credita que as admissões serão crescentes até o mês de setembro. Há empresas que recrutam, mas estipulando cláusulas contratuais por tempo determinado. “Houve uma estabilidade. As demissões deram uma pausa  e começamos a ver contratações. Acredito que até o final de setembro pelo menos três mil pessoas sejam admitidas”, estipulou. Santana disse que as fabricantes de eletroeletrônicos e de ar-condicionado são as que têm maior demanda  para este período.

Na avaliação do vice-presidente da Federação da Indústria do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a retomada produtiva tímida pode ser atribuída à leve estabilidade política decorrentedo interesse do presidente da República em exercício em atender à classe empresarial brasileira.

Azevedo enfatizou que há empresas do PIM que ainda enfrentam problemas devido a retração na demanda. Ele esclarece que os problemas econômicos de uma indústria não são resolvidos em pouco tempo e que a previsão feita por consultores econômicos é de que a indústria brasileira sinta reflexos positivos a partir de 2017. “As atuais circunstâncias políticas pelas quais o país passa viabilizam uma certa expectativa de credibilidade, confiança, mas mesmo assim há uma dúvida se o presidente em exercício continuará à frente do governo e se teremos investimentos necessários à estabilidade não só relacionada às contratações, mas aos investimentos nacionais”, esclareceu o empresário.

Segundo Azevedo, os segmentos de duas rodas, de informática e mecânico, com exceção do setor de ar-condicionado, continuam sem previsão para iniciar novas contratações mesmo que para o período de final de ano. Mesmo assim, o empresário está otimista e tem expectativa de que a indústria amazonense registre bons resultados no segundo semestre. “Ainda existem empresas em situação ruim e é um problema que não se resolve em três meses. Comentaristas econômicos consideram que devemos aguardar melhores resultadospara 2017, o que não significa que o segundo semestre deste ano será ruim”, avaliou.

Os últimos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que em maio deste ano o nível de emprego no Amazonas apresentou uma queda de 924 postos de trabalho, o que equivale à retração de 0,22% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Somente na indústria houve redução de 290 postos de trabalho; enquanto no setor de serviços a queda foi de 644 postos.

Fonte: Jornal do Commercio