Fabricantes de motocicletas esperam “estancar” a crise no setor de duas rodas do Polo Industrial de Manaus ainda em 2017, mesmo com a queda na produção de 8,8% no primeiro semestre deste ano, segundo previsão da Associação dos fabricantes (Abraciclo), divulgada nesta quarta-feira (12). A projeção de crescimento anual é de 2,5%. O estoque baixo e a procura por financiamentos estão entre fatores que levaram à projeção.

De janeiro a junho de 2017, a indústria produziu 423.750 motocicletas. Enquanto no mesmo período do ano passado foram fabricadas 464.732 unidades. O balanço corresponde à produção de empresas do segmento instaladas no Polo Industrial de Manaus.

As vendas para o atacado (concessionárias) registraram uma redução ainda maior no primeiro semestre do ano, com recuo de 11%. Ao todo, 402.315 motos foram vendidas para as concessionárias. Já mesmo período de 2016, o volume de unidades comercializadas foi de 452.189.

“Esse desempenho do primeiro semestre estava dentro do esperado. Estamos confiantes que no final de 2017 vamos estancar o processo de queda, que vem ocorrendo desde 2011. A partir do ano que vem, esperamos voltar a ter crescimentos mais paulatinos. Estamos crentes que esse ano vai ser o ano da virada. Se a gente conseguir atingir nossas metas, vamos ficar com um número muito interessante, equilibrado em relação à 2016”, disse o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares espera produzir 910 mil motos entre janeiro até dezembro de 2017.

Fermanian destacou que somente quando as metas forem atingidas, o setor poderá ter mais segurança para traçar planos mais audaciosos para 2018 em diante.

“O ideal seria ocupar toda capacidade ociosa que temos hoje e voltar para o patamar de produzir 2 milhões, mas saltar de 900 mil para 2 milhões vai depender de todas as questões estruturais que nosso país precisa sofrer de melhoria e equilíbrio”, afirmou.

FONTE: G1