Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia, localizado no Sidia Amazon Tower, o nome é bonito e chama a atenção, mas o que a sociedade amazonense não sabe é o que vamos divulgar nesta matéria.

O Instituto Sidia desenvolveu um aplicativo chamado InfoSaúde que tem sido utilizado para solicitar do trabalhador que ele responda diariamente um questionário de 14 perguntas sobre seu estado de saúde. Eles estão aplicando esta ferramenta para compartilhar dados pessoais, da saúde do funcionário com o setor de Recursos Humanos e de EHS (SSMA — Saúde, Segurança e Meio Ambiente), informações que deveriam ser compartilhadas apenas com o médico responsável, tornando esta prática ilegal.

Acontece assim: se o funcionário marcar um determinado sintoma no aplicativo a entrada dele no prédio é bloqueada, a equipe de EHS entra em contato com ele para saber mais detalhes sobre sua saúde, esses dados são coletados e usados posteriormente para realizar medidas futuras, tais como demissões.

Há também a prática de Home Office, praticada durante a pandemia, mas nem todos puderam usufruir desta liberação, e com isso 2 funcionários de um mesmo setor foram diagnosticados com a Covid-19, foram internados em estado grave e assim que tiveram alta do hospital foram obrigados a retornar imediatamente ao trabalho, como se nada tivesse acontecido.

A pressão é grande durante o dia inteiro…alguns funcionários mesmo estando com esgotamento físico, fazem hora extra para agradar o ‘patrão’ que faz essas exigências, os trabalhadores têm medo de denunciar, pois a chefia tem a prática de intimidar os funcionários a começar pelo Superintendente do Instituto, Chris Lee.

Há muita revolta em meio aos trabalhadores que são submetidos ao assédio moral, o qual consiste numa perseguição psicológica, expondo os trabalhadores a situações repetitivas e prolongadas de humilhação e constrangimento.

A Central Única dos Trabalhadores do Amazonas (CUT-AM) não irá tolerar humilhação ou tratamento desumano ao trabalhador amazonense!

A CUT-AM está encaminhando denúncia ao Ministério Público do Estado do Amazonas – MPAM, para que sejam tomadas providências sobre esse assunto.

 

Valdemir Santana

Presidente CUT-AM