Mais uma denúncia, desta vez feita por um trabalhador das fabricantes de celulares da Motorola, a Flextronics e da LG da Amazônia, confirmou a péssima qualidade da alimentação fornecida pelas empresas ao mostra um ‘copo de suco’ feito com alguma fruta não identificada, em cima de uma mesa suja e mal cuidada.

O quadro de desleixo com a alimentação dos trabalhadores destas empresas que faturam milhões de Dólares só não é pior que os empregos temporários praticados por elas. A Flextronics, a LG e também a fabricante de Ar-condicionado, Gree, oferecem empregos por ‘tempo determinado’ unicamente para não pagarem os encargos trabalhistas e impostos rescisórios.

“São arranjos inventados por essas empresas para burlar a Lei”, acentua o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Sindmetal, Valdemir Santana.

Sindmetal

Em resposta aos 675 comentários feitos em cima da notícia ‘Trabalhadores da Flextronics não suportam mais ‘pão e mingau’ todo dia’, o presidente dos Metalúrgicos, Valdemir Santana, reforça a tese de que essas empresas ‘não tem mais jeito’.

Santana disse que a direção Sindical já se reuniu várias vezes com a direção das empresas para discutir sobre a alimentação, sobre creches, sobre assédio moral. “Eles dão suspensão por qualquer motivo, mandam as pessoas para casa por até uma semana sem muita explicação’, confirma.

Sem poupar “elogios” a estas empresas, Valdemir Santana afirma que elas também são campeãs na contratação de mão-de-obra semi-escrava, com a contratação de temporários, irregularmente e sem a concordância do Sindicato. Ele lamenta ainda, que os diretores das empresas estão aproveitando o período da pandemia do coronavírus, para desrespeitar ainda mais as leis do País.

São Paulo

“Com as suas gestões em São Paulo, eles massacram os trabalhadores da Zona Franca de Manaus (ZFM). São fábricas que faturam milhões de Dólares, criando dificuldade e alimentando mal os seus trabalhadores”, destaca Santana.

Diante do quadro lamentável, a Central Única dos Trabalhadores e o Sindmetal, estão apelando aos deputados Estaduais, aos vereadores, à vigilância sanitária, às autoridades do Ministério do Trabalho, do Ministério Público e à Suframa para acabarem com a prática nociva dessas empresas.

Radicalizando

Em reunião hoje (19), os movimentos sindicais e a CUT deram 24 horas para as empresas apresentarem resultados, ou vão paralisar as empresas. “Já que não estão querendo ir pela via da negociação, vamos radicalizar, não vamos aceitar a péssima alimentação, o trabalho semi-escravo, a aglomeração dentro dos refeitórios. Vamos parar a empresa até que eles resolvam por um fim nos absurdos que eles estão praticando aqui em Manaus”, concluiu Valdemir Santana.


Fonte: Correio da Amazônia