Cesta Básica de Manaus inicia o ano 3,95% mais cara

O custo da cesta básica de Manaus aumentou comparativamente ao mês anterior ficando em R$ 301,73 em janeiro de 2013 de acordo com pesquisa realizada pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Com o aumento do valor da cesta a capital amazonense passou a ocupar a 7° colocação dentre as 18 capitais onde é realizada a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, seguindo definições do Decreto-Lei 399, de 30 de abril de 1938.
O preço da cesta básica de Manaus, composta por 12 produtos, apresentou aumento de 3,95% em relação ao mês de dezembro . No mês anterior o conjunto de itens alimentícios essenciais custava R$ 290,27. Em janeiro de 2012 a cesta básica custou R$258,52.
O poder de compra do Salário Mínimo em Manaus, comparativamente com dezembro de 2012 um trabalhador que ganha um salário mínimo em Manaus comprometeu, em janeiro, 48,37% de seu rendimento líquido – R$ 623,76 , após o desconto de 8% referente à contribuição previdenciária – com a aquisição dos alimentos básicos. Em dezembro o comprometimento foi de 50,73%. Este mesmo trabalhador precisou trabalhar 97 horas e 54 minutos para comprar a cesta básica em janeiro. Em dezembro a jornada exigida era de 102 horas e 40 minutos. Com o aumento nominal de 9,00% no valor do salário mínimo a partir de janeiro, para comprar os gêneros alimentícios essenciais, o trabalhador remunerado pelo piso nacional precisou realizar, na média das 18 capitais pesquisadas, jornada de 92 horas e 17 minutos, tempo inferior às 93 horas e 54 minutos exigidas em dezembro de 2012. Em relação, a janeiro de 2012 – quando a pesquisa era feita em 17 localidades – a jornada exigida foi maior, já que naquele mês eram necessárias 87 horas e 06 minutos.
A alimentação básica de uma família manauara custa R$ 905,19, – O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 905,19 durante o mês de janeiro. Esse valor equivale a aproximadamente 1,33 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 678,00 . No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família foi de R$ 870,81.
Salário mínimo necessário é R$ 2.674,88 – Para estimar o valor do salário mínimo necessário, o DIEESE leva em consideração o maior custo para o conjunto de itens básicos – que em dezembro foi verificado em São Paulo – e o preceito constitucional que estabelece que o menor salário pago deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Para atender a essas necessidades, em janeiro de 2013, o menor salário pago deveria ser de R$ 2.674,88 , ou seja, 3,95 vezes o mínimo de R$ 678,00 que entrou em vigor a partir de janeiro, conforme definição do Governo Federal. Em dezembro de 2012, o mínimo necessário era menor, equivalendo a R$ 2.561,47, ou 4,12 vezes o piso então vigente, de R$ 622,00. Em janeiro de 2012, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.398,82, o que representava 3,86 vezes o mínimo de então (R$ 622,00).
Comportamento dos preços
Na capital amazonense, a cesta básica custou, em janeiro, R$301,73. Em relação a dezembro, houve uma alta de 3,95% nos preços dos produtos essenciais. Nove produtos aumentaram seus preços, três apresentaram redução, influenciando o custo total da mesma que ficou 3,95% mais cara no mês. A farinha (22,59%) foi o produto que apresentou maior alta no mês seguido do arroz (9,71%), do tomate (9,21%), da banana (3,41%) , do café (3,37%), do óleo (2,96%), da carne (2,01%), do leite (1,82%) e do açúcar (0,57%). O feijão (-3%) foi o produto que apresentou a maior redução no mês seguido do pão (-1,26%) e da manteiga (-0,47%).
A farinha registrou a mesma tendência dos meses anteriores acumulando alta de 138,99% nos últimos 12 meses na capital amazonense. Todas as capitais das regiões norte e nordeste onde a pesquisa é realizada apresentaram altas significativas nos preços da farinha de mandioca. De acordo com estudos da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) e o levantamento sistemático da produção agrícola, realizado pelo IBGE, houve redução, já esperada, no rendimento por hectare (produtividade) da mandioca em todo o País influenciado, principalmente, por questões climáticas. A seca nos estados do nordeste como a
Cesta básica aumenta em todas capitais em janeiro
Neste inicio de ano, os preços da cesta básica apresentaram alta em todas as 18 capitais onde o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza mensalmente, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. As maiores elevações foram apuradas em Salvador (17,85%), Aracaju (13,59%), Natal (12,48%) e Brasília (11,30%). As menores oscilações ocorreram em Fortaleza (2,19%), Belo Horizonte (3,06%) e Belém (3,29%).
Em doze meses – entre fevereiro de 2011 e janeiro último – período para o qual o DIEESE reúne informações de preços da cesta básica em 17 capitais (sem os dados de Campo Grande/MS, onde a pesquisa foi implantada a partir de novembro) em todas as regiões houve aumento acima de 10%, com as maiores elevações situando-se em: Natal (26,18%), Salvador (24,95%) e Aracaju (23,38%). As menores variações foram apuradas em Curitiba (11,47%), São Paulo (11,51%) e Belo Horizonte e Rio de Janeiro (ambas com alta de 11,83%).
Em janeiro de 2013, São Paulo continuou como a capital onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 318,40). Depois, aparecem Vitória (R$ 315,38) e, com valor semelhante, Porto Alegre (R$ 309,33) e Florianópolis (R$ 309,21). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 231,80), João Pessoa (R$ 252,13) e Recife (R$ 257,43).

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