Logo após as denúncias de demissão ilegal de 815 trabalhadores ligados à Samsung da Amazônia, noticiada aqui neste portal, diretores do Sindicato dos Metalúrgicos procuraram a direção da empresa para exigir explicação sobre o não cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que estão acontecendo na unidade do Polo Industrial de Manaus (PIM).

 

Ao chegar à Samsung, no entanto, foram surpreendidos com a debandada geral da diretoria coreana da empresa. O gerente Clarck Chói e a sua equipe, todos eles foram de férias a Coréia e deixaram um rastro de demissões e maldades para trás.

Coreanos caloteiros

Ou seja, deram calote nos trabalhadores da mão de obra temporária, sem temer as punições para quem descumpre as Leis do Trabalho no Brasil. “A informação é que devem voltar ao Brasil no dia 03 de julho. Vamos esperar eles chegarem. Eles vão ter que dar explicação para o caso”, antecipou o presidente do Sindicato dos metalúrgicos e da CUT-AM, Valdemir Santana.

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e da CUT Amazonas – foto: recorte/recuperada

Debandada geral

O sindicalista acrescenta que por conta da debandada dos “coreanos da maldade”, o Sindicato dos Metalúrgicos não tomará nenhuma medida retaliativa contra os diretores brasileiros, que permaneceram no Amazonas.

“Vamos esperar o Clarck Chói e a turma que dirige a Samsung junto com ele, para mostrar que a CUT e o Sindicato dos Metalúrgicos vão parar a Samsung. Eles tem que saber que no Brasil tem Lei do Trabalho e, que não vamos permitir que forasteiros venham aqui descumprir a CCT, maltratar os nossos trabalhadores e ficar por isso”, avisou.

Fonte: Correio da Amazônia