Em meio à pandemia de coronavírus no Amazonas, as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) estão obrigando os funcionários a trabalharem em regime escravo. Muitas delas nem atuam com produtos essenciais, como os hospitalares, por exemplo, mas exigem que os industriários não faltem.

 

Quem não comparece ao trabalho é penalizado com o desconto no salário e também suspensão. “É um desrespeito e desumano com a classe trabalhadora. Enquanto a chefia trabalha no conforto e segurança de suas casas, os industriários são obrigados a irem trabalhar de madrugada, se expondo ao risco de contaminação do coronavírus. Mais de 20% dos trabalhadores do PIM estão doentes”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), Valdemir Santana.

Ainda de acordo com o dirigente, empresas como a Inventus, P&G, Flextronics, entre outras, estão com suas linhas de produção com funcionários totalmente aglomerados. “O ideal seria que a Vigilância Sanitária comparecesse a essas fábricas para fechá-las por não estarem cumprindo o decreto do governo do Estado, além de colocarem em risco a saúde dos industriários”, ressaltou Santana ao dizer, ainda, que as empresas deveriam também ter o benefício fiscal cortado.

As empresas, na avaliação do presidente do Sindmetal-AM, estão explorando os funcionários. As fábricas estipularam um horário considerado errado neste período de pandemia e não permitem que os trabalhadores levem celulares.

“Tem empresa que diz que aparelho de barbear e tampinha de refrigerante são essenciais e são utilizados em hospitais. Elas estão explorando os nossos trabalhadores e brincando com o povo amazonense”, argumentou Santana.

Fonte: Correio da Amazônia