Falta de conhecimento da folha de pagamento dos trabalhadores porque só fala em faturamento e esquece do subemprego que acontece no Polo Industrial de Manaus (PIM). Empresas instaladas aqui tratam os trabalhadores de maneira irresponsável.

“Muitas agem como se estivessem em ritmo de trabalho escravo. Os trabalhadores do PIM são temporários e terceirizados. O titular da Suframa não conhece os trabalhadores do Distrito”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), Valdemir Santana.

De acordo com o dirigente, o que acontece é uma subescravidão, na qual os trabalhadores recebem R$ 1,3 mil, quase um salário mínimo. “Não dá para comprar nada.

Eu desafio o superintendente da Suframa a ir comigo na feira da Panair com R$ 50 para ver se é possível alimentar uma família com quatro pessoas. A cada ano , os trabalhadores do PIM têm menos direitos sociais”, avaliou.

O desafio do dirigente também foi feito aos presidentes da Samsung e da Moto Honda. O desabafo é feito com base nos indicadores de faturamento do PIM, divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (ZFM).

“Esses números são verdadeiros, mas há outros que precisam ser revelados. Hoje o salário do Distrito não é compatível para alimentação, aluguel, entre outros”, enfatizou.

 

Fonte: Correio da Amazônia