São mais de 300 metros de rua com portão de entrada, estacionamento privativo e com guarda armada na fiscalização de quem se aproxima do logradouro público.

O novo gerente de produção industrial da CCE da Amazônia, Moisés Martini do Vale, depois dos ambulantes resolveu expulsar até os animais da rua Tambaqui, que fica em frente a fábrica, no Polo Industrial de Manaus. Com isso ele fere os direitos constitucionais e a lei de proteção dos animais.

Sem autorização, sem explicação e ferindo o direito constitucional de ir e vir, assegurado na Constituição Brasileira, Moisés Martini resolveu “cercar” a rua Tambaqui e transformar toda á área em propriedade particular da CCE da Amazônia. Ao chegar ao cargo de mando, dentro da empresa, Moisés deu ordem para não deixar ambulantes e pessoas se aproximarem da “muralha” que atravessa a rua de uma extremidade a outra.

Indignados com a atitude do Gerente Industrial da CCE, diretores do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas resolveram levar o caso ao conhecimento da Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa, para saber se há uma autorização para o uso da rua, como área de serviço da empresa.

Ontem, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Valdemir Santana, disse que não vai aceitar que ambulantes com mais de 30 anos, trabalhando “na rua” em frente à fábrica, sejam retirados sem uma conversa prévia. Ele até hoje, não sabe se a Suframa doou a rua Tambaqui para a CCE. Em função disso, vai conversar com a direção da empresa e da Suframa e, tomar as medidas cabíveis.

Em situação de desconforto, está o ambulante Valdemar Filho (o Vavá), que trabalha a 20 anos em frente à CCE e agora está sendo expulso sem explicação da empresa. Vavá disse que a ordem, vinda dos guardas de segurança é que deixem o local. Questionando o porque da ordem, disseram que era porque eles sujavam a rua. “Se é para limpar a rua, os ambulantes limpam”, justificou.

Independente do problema enfrentado por ambulantes, diretores e pessoas que são impedidas de transitar na rua Tambaqui, no Distrito Industrial, entra aí uma outra questão:  a CCE e o gerente Moisés Martini além de ferir a Constituição Brasileira ficam passíveis de investigação do Ministério Público por invasão e apropriação indevida de terrenos públicos. Agora, só falta o Moisés Martini entrar com direito de Usocapião para tomar posse em definitivo da rua.