O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, já havia alertado os gestores e empresários do setor industrial do Amazonas (DI), a fazerem greve contra as ‘medidas chantagistas’ do presidente Jair Bolsonaro e seu ‘pau mandado’, o ministro da economia, Paulo Guedes.

Nas comemorações do Dia 8 de Março, dia das Mulheres, Valdemir chamou os empresários a apoiarem uma greve no Distrito Industrial, contra a redução do IPI e medidas arrochantes que o governo de Bolsonaro tem reservado ao Estado do Amazonas e, nenhum empresário aceitou.

Se referindo a Bolsonaro como “presidente maluco” junto com o chileno Paulo Guedes, que odeia a Zona Franca de Manaus (ZFM), Valdemir disse que só acatou o pedido de vários empresários para não pararem o DI naquele Dia 8 de Março, porque eles alegaram que estavam chegando material e insumos para as linhas de montagem e não queriam amargar mais prejuízos com a paralização.

The Day After

No dia seguinte, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, Antônio Silva, e o governador Wilson Lima, foram recebidos pelo presidente Bolsonaro, em Brasília, para tratarem do assunto redução de IPI. Voltaram confiantes. Ocorre que Bolsonaro não cumpriu a promessa e ainda fez exigências.

Bolsonaro bradou por suas redes sociais que só vai dar solução – não disse qual é -, para a questão ZFM e redução do IPI, se os empresários o apoiarem e se o povo do Amazonas votar nele. “Isso é a maior chantagem que a população, os políticos, os empresários do Amazonas já sofreram de um dirigente da nação que trata todas as questões republicanas pensando em urna”, aponta Santana.

Ação no STF

Valdemir disse que o correto seria o governador Wilson Lima entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), contra as medidas chantagistas do presidente da República. Ele também convoca todos os gestores e empresários a pararem as fábricas no Distrito Industrial, antes que o desemprego chegue no nível do absurdo. “Ruim já está há tempos”.

O Sindicato dos Metalúrgicos vinha falando sobre ‘chantagens’, medidas desonestas e de várias outras ações, que tinham como meta o esvaziamento da ZFM e muitos achavam que era provocação do sindicalista. “Agora a bomba estourou no colo exatamente de quem não acreditava no que estávamos falando”, aponta Santana.

CUT e Metalúrgicos

Só o presidente da CUT e dos Metalúrgicos vinha alertando sobre as medidas do governo. “Temos milhares de pessoas desempregadas por casa de medidas irresponsáveis de Bolsonaro. Em 2021, as fábricas de LED fecharam por que não aprovaram o Processo Produtivo Básico (PPB) para o setor. A Suframa que é ‘dirigida por um militar’ é um cabide de empregos, que só acata ordem às cegas do Paulo Guedes, não atende trabalhadores, sindicato e nem empresários.

O Distrito Industrial precisa de empregos. “Da posse do Bolsonaro até agora, por falta de ações da Suframa, o PIM deixou de gerar mais de 20 mil empregos e, as fábricas ainda estão indo embora”.

Imposto Zero

Mas, o Bolsonaro deu para a ‘elite brasileira’ a grande satisfação de comprar lanchas e jet-ski com imposto de importação ‘Zero’. “Qual o pobre que pode comprar Jet-Ski, lanchas e assessórios”, pergunta Santana.

Fonte: Correio da Amazônia