A Suzuki da Amazônia amanheceu parada hoje (28), com os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal), na porta da fábrica atendendo uma reivindicação dos trabalhadores que se dizem explorados pela empresa em vários itens, entre eles, o não pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do ano passado.

Em reunião no patronal, os diretores da Suzuki chegaram a fechar acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Valdemir Santana, na questão PLR. Eles garantiram, que pagariam R$ 800,00 aos trabalhadores, sendo R$ 600,00 em dinheiro e R$ 200,00 em cesta básica.

De acordo com a diretora Sindical, Cátia Cheve, no turno da manhã de hoje (28), os trabalhadores chegaram na fábrica tomaram café e saíram para cobrar uma posição da empresa, que não havia cumprido o acordo feito com o Sindicato e, ainda tentaram forçar eles a assinar um documento em que concordariam em receber só R$ 500,00 de PLR e se dar por satisfeitos.

Agora a pouco, os diretores do Sindicato denunciaram a última crueldade dos diretores da Suzuki: eles fecharam o restaurante, e dispensaram a cozinha para deixar os trabalhadores sem alimentação por todo o dia.

Outras reivindicações

Os funcionários da Suzuki também reivindicam plano de saúde, ambulatório e ambulância para atender os inúmeros casos de trabalhadores que adoecem sem atendimento médico adequado.

A situação dentro da empresa é tão crítica, que até o fardamento tem mais de um ano e meio de uso. “Os funcionários andam com farda velha, rasgadas e desgastadas pelo tempo de uso”, aponta a diretora Cátia.

As outras reivindicações dos trabalhadores são em relação à péssima alimentação, desvio de função – quando o trabalhador é contratado para exercer uma função, mas trabalha em outra, mas mantendo o salário menor, e outros descasos que o Sindicato dos Metalúrgicos está resolvendo, nem que seja parando a fábrica.

 

FONTE: CORREIO DA AMAZÔNIA