DSC_5452Com a presença de representantes dos sindicatos da Construção Civil, Sindsaúde e de associações de moradores, foi realizado no dia 28/02, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal), o Encontro de Mulheres Metalúrgicas. O evento teve como objetivo discutir a realidade das mulheres no mercado de trabalho, saúde e a organização das trabalhadoras.

A socióloga Socorro Prado, da Articulação das Mulheres do Amazonas (AMA), apresentou um painel sobre feminismo e as lutas das mulheres ao longo dos últimos séculos. O coordenador regional do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Inaldo Seixas, apresentou um panorama da situação no mercado de trabalho atualmente com base na pesquisa feita pelo Dieese que confirma, com dados bastante precisos, que a desigualdade entre homens e mulheres ainda é muito grande.

Segundo Seixas, as mulheres são maioria quando se trata de qualificação para o mercado de trabalho, porém são em menor número nos cargos de direção e nas faixas de salários mais altos são as que recebem menor remuneração. As participantes do evento também discutiram a organização da mobilização das mulheres que este ano acontecerá no sábado, dia 07/03.

“Queremos mobilizar o maior número de mulheres possíveis pois este ano nossa luta será para garantir os direitos trabalhistas ameaçados pela maioria de parlamentares no Congresso Nacional que representa os empresários, latifundiários e banqueiros”, diz Marluce Castelo Branco, da Secretaria de Mulheres do Sindicato dos Metalúrgicos.

Creche e educação – “Nós temos que lutar pelas creches para as trabalhadoras e trabalhadores como forma de iniciar a educação de nossos filhos mais cedo. Se eles forem escolarizados desde as primeiras idades, vai ser mais fácil enfrentar as disputas de vagas nas universidades por meio do vestibular, do Enem e outras formas de seleção”, disse Valdemir Santana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos.

Santana disse que os trabalhadores não devem lutar para que as empresas paguem auxílio-creche, mas que efetivamente garantam as vagas. “Muitas vezes o trabalhador pega o auxílio-creche em dinheiro mas não aplica nas finalidades previstas na CCT. Isso está errado. A creche é um direito da criança e os pais precisam entender que a garantia da vaga numa creche vai lhe assegurar melhor benefício”, explicou Santana.

Fonte: Panorama Sindical