A confirmação de que mais de 21 mil trabalhadores teriam sidos demitidos do Polo Industrial de Manaus – PIM, de janeiro a novembro de deste ano, chamou a atenção de autoridades e sindicalistas, que recorreram ao setor de homologações do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, para checar números e dados referentes as demissões e o tamanho do prejuízo aos trabalhadores da Indústria

A rotatividade é um dos problemas, que o Sindicato vem acompanhando dentro das empresas do PIM

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Para o diretor de comunicação do sindicato, Sidney Malaquias, passou pelo setor de homologações 21.597 demissões de trabalhadores, sendo, 13.725 homens e 7.872 mulheres. Um número 55,45% superior quando comparado com as 13.893 demissões registradas em 2011. Entretanto, esses números são referentes, unicamente, às homologações de demissões. “O Sindicato ainda não tem controle das contratações”, sinaliza.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Valdemir Santana, a diretoria tem registrado um patamar de até 25% de rotatividade da mão de obra dentro das empresas do PIM. Devido as sucessivas crises registradas ente ano, as empresas estão fazendo opção por demitir trabalhadores com melhor remuneração por trabalhadores com salários mais baixos.
Valdemir citou o caso de ferramenteiros, que tinham 20 anos de fábrica, com salário superior a R$ 3.500,00 e foram demitidos por trabalhadores com salários, que muitas vezes não chega a R$ 2.000,00. Os soldadores técnicos, também passaram pelo mesmo problema. O Sindicato não tem controle das contratações, só das demissões. Fato que sugere um número maior de trabalhadores fora do emprego, maior que a realidade do PIM.
Os campeões de demissões, segundo o presidente, foi o polo de duas rodas, que teve queda substancial nas vendas de motos de pequena cilindradas. Quanto às de alta, o mercado está aquecido, mas, entretanto não tem refletido na contratação de trabalhadores.