O coreano Clark Choi, que foi enviado pela Samsung Coreana para negociar com sindicatos e trabalhadores no Estado de São Paulo e em Manaus, é visto por todas as categorias e instituições laborais do Brasil como um ‘mal intencionado negociador da indústria’, que está emperrando todos os acordos e fugindo das responsabilidades dadas a ele pela matriz.

A opinião é do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, que voltou enfurecido com o coreano, depois que ele falhou ao não ir à reunião de sexta-feira (19), que decidiria sobre a ‘semiescravidão’ implantada pela Samsung da Amazônia no Polo Industrial de Manaus (PIM) e as suas consequências para o trabalhador e o fisco estadual e federal.

Paralisação

 

Diante da falta de Clark Choi e por ele não ter a mínima condição de representar a fábrica em uma reunião, o presidente do Sindicato afirma que não aceita mais negociar quando ele estiver presente e que a paralisação é quase inevitável. “Não discutiremos os problemas do trabalhador com o Clark. Ele não é capacitado para isso”, afirma.

“Exigimos o fim da exploração da mão-de-obra barata, terceirizada, sem atendimento médico de qualidade e o massacre que a empresa vem fazendo com trabalhadores mal pagos, mas sem ele sentado à mesa”, destacou Santana.

Coreano trapalhão

O Clark é um trapalhão. “Até parece que foi colocado no cargo só para tumultuar o processo, para complicar acordos fáceis de serem resolvidos”, assinala o sindicalista, que acrescenta: “em uma negociação de PLR em 2020, o coreano quase conseguiu que o Sindicato parasse a Fábrica por causa de R$ 150,00”.

Mas quando se trata de favorecer os coreanos que trabalham na fábrica de Manaus, aí a história é diferente. Entre outras regalias, todos tem 15 minutos para fumar quantas vezes quiser. Quando se trata de ‘amazonenses’, são 5 horas de trabalho contínuo, sem direito sequer de ir ao banheiro. “Só faltam tratar com chicote”, destaca.

Prazo dado

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos tinha dado até a última segunda-feira (22), para a diretoria da Samsung resolver o problema da semiescravidão e dos temporários ganhando salário mínimo e sem direito a nada. O prazo terminou, a partir de agora, segundo Valdemir Santana, a fábrica da Samsung no Amazonas pode parar a qualquer momento.

Valdemir está só aguardando o retorno da comunicação que ele fez com a direção internacional da fábrica. “Se não falarmos com o presidente da Samsung, a fábrica de Manaus vai parar”, finaliza.

 

FONTE: CORREIO DA AMAZÔNIA