Sem acesso ao restaurante fechado pelos diretores da fábrica a Suzuki no Polo Industrial de Manaus (PIM), trabalhadores se enfileiram para receber 200 marmitas (quentinha), fornecidas pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, como única alternativa para não passarem fome no pátio a empresa.

A fábrica continua parada desde as primeiras horas da manhã e, pela vontade e decisão do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Valdemir Santana, só voltará a funcionar depois que eles (os diretores), pagarem o valor correto de R$ 800,00 da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), devido aos trabalhadores desde o ano passado.

Não fosse o Sindmetal, os trabalhadores estariam passando fome dentro da Suzuki em Manaus

Para o presidente dos Metalúrgicos, não adianta a ‘dona’ do RH da empresa, a senhora Liliam e a advogada paulista, Fernanda, tentarem intimidar os trabalhadores e a diretoria do Sindicato, que não vai resolver nada. “O que elas têm a fazer é convencer os diretores a pagar o que eles devem aos seus funcionários”, acrescenta.

As duas ‘negociadoras’ da Suzuki, Lilian e Fernanda, falaram a um grupo de trabalhadores em greve, que vão “convencer” o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-AM) da 1ª Região, a por um fim na greve, e mandar todo mundo voltar ao trabalho, à força.

Presidente dos Metalúrgicos, Valdemir Santana, diz que Suzuki tem que cumprir acordo ou a porta de empresa vai continuar fechada

A preocupação dos trabalhadores agora é em relação as retaliações que as duas podem fazer logo após a volta ao trabalho. Entretanto, Valdemir Santana, garante que o movimento grevista só vai terminar com a indústria pagando o que deve e resolvendo as outras pendências requeridas pelo Sindicato em mesa de negociação.

As pendências são grandes, veja vídeo:

 

FONTE: CORREIO DA AMAZÔNIA