Os trabalhadores da empresa Midea Carrier, localizada na avenida Torquato Tapajós, estão temerosos com a possibilidade de proliferação de coronavírus naquela fábrica. Os funcionários denunciam o descaso da empresa e a falta de medidas de proteção.

Ali trabalham cerca de 600 operários. No horário de entrada e saída não está sendo respeitada a norma que impede aglomeração. “As pessoas se amontoam na porta, tem uns que estão gripados e tossindo muito”, relata um dos funcionários, acrescentando que todos trabalham tensos e temerosos de contrair a doença.

O temor se espalha também devido a uma informação ainda não confirmada que circula naquela fábrica, de que um dos trabalhadores teria sido diagnosticado em uma clínica particular com suspeita do coronavírus, motivo pelo qual estaria afastado por 15 dias. “A empresa está escondendo isso. Quem nos contou foi uma pessoa próxima do nosso colega”, disse um trabalhador em denúncia encaminhada ao Sindicato dos Metalúrgicos.

A direção do Sindicato orienta que todos devem seguir rigorosamente os protocolos determinados pelas autoridades sanitárias, como manter distância de até dois metros um do outro. “As empresas estão obrigadas a seguir as determinações dos órgãos de saúde”, disse o presidente do Sindicato, Valdemir Santana.

Nessa semana a coreana Samsung passou a adotar providências para assegurar a integridade dos seus empregados após pressão do Sindicato.

Trabalhadores das empresas Transire e Positivo informaram ao Sindicato que estão sendo pressionados a fazer horas extras. A direção do Sindicato está adotando as medidas necessárias para fazer com que as empresas protejam a saúde de seus funcionários.

 

J. Rocha